Sonhe sonhos leves, em campos dourados de trigo,
soprados de brisa mansa,
que balancem as hastes como ondas, todas juntas,
dançando como borboletas suaves,
ao som de violinos ciganos…
soprados de brisa mansa,
que balancem as hastes como ondas, todas juntas,
dançando como borboletas suaves,
ao som de violinos ciganos…
Sonhe sonhos de possíveis desejos, de possíveis gestos,
que acenem adeuses em cais cheios de gente,
e naus que se afastem de panos abertos
e mergulhem no mar-oceano
com o mistério das almas partidas,
de amores perdidos,
de palavras soltas ao léu,
divagantes, penetrantes como punhais e dores
e tristezas, e saudades, e mortes,
e separações trágicas, e lembranças doloridas…
que acenem adeuses em cais cheios de gente,
e naus que se afastem de panos abertos
e mergulhem no mar-oceano
com o mistério das almas partidas,
de amores perdidos,
de palavras soltas ao léu,
divagantes, penetrantes como punhais e dores
e tristezas, e saudades, e mortes,
e separações trágicas, e lembranças doloridas…
Sonhe o retorno à casa antiga,
das janelas que rangem na madrugada,
das mesas toscas postas,
de refeições em toalhas muito brancas,
de mães diligentes levando e trazendo o peso do trabalho, melancólicas,
de velhos avôs deitados em redes nas varandas,
de pequenos afagos, de pequenos beijos,
de pequenos adeuses,
de pequenas histórias acontecidas um dia,
na memória perdida…
das janelas que rangem na madrugada,
das mesas toscas postas,
de refeições em toalhas muito brancas,
de mães diligentes levando e trazendo o peso do trabalho, melancólicas,
de velhos avôs deitados em redes nas varandas,
de pequenos afagos, de pequenos beijos,
de pequenos adeuses,
de pequenas histórias acontecidas um dia,
na memória perdida…
Sonhe um mundo que renasce,
como uma fonte brotando da montanha, de água límpida,
dessedentando os desejos de carinhos, de ternuras,
de acontecimentos novos
que justifiquem estarmos tão aqui,
tão presentes e solidários nesta terra estrangeira,
pois viemos de outras dimensões,
de outras esferas, galáxias, vias-lácteas,
e aqui chegamos sem saber para o palmilhar da estrada,
o escolher do caminho,
o descobrir da felicidade e da alegria,
tão esperadas, tão desejadas
e tão difíceis de achar…
como uma fonte brotando da montanha, de água límpida,
dessedentando os desejos de carinhos, de ternuras,
de acontecimentos novos
que justifiquem estarmos tão aqui,
tão presentes e solidários nesta terra estrangeira,
pois viemos de outras dimensões,
de outras esferas, galáxias, vias-lácteas,
e aqui chegamos sem saber para o palmilhar da estrada,
o escolher do caminho,
o descobrir da felicidade e da alegria,
tão esperadas, tão desejadas
e tão difíceis de achar…
Abraço a todos os amigos e amigas, que tanto têm prestigiado a publicação de meus poemas!O verão está no fim. Vai começar o outono!Para comemorar o outono que chega, não vou postar fotografias de árvores com folhas caindo, que isso é coisa de outras latitudes, mas recordar as árvores da Granja Tereza d’Ávila, em nossa Macaíba!
Lucimar.
Natal, 21 de março de 2014.