À mulher amada
Filho do mar eu sou. Navego anseios
Deste infinito azul que me devora,
Nas ondas tremulantes deste agora,
Em que mergulho inteiro nos teus seios.
Vadio de oceanos, meus e alheios,
Cansei-me de chegar e de ir-me embora,
A partilhar destinos, mundo afora,
Num batel de ilusões, sem mais esteios.
E digo ao coração, faminto, andejo,
Perito em navegar sonhos mortais,
Que a paz, agora, é o bem que mais desejo.
Quero pisar a pedra deste cais,
Contigo celebrar, a vinho e queijo,
Não quero mais partir, não quero mais.
Lucimar.
Natal, 20 de março de 2014.