O poema de hoje é uma reverência a esta Lua que passeia no céu, encantando os enamorados pelo mundo:
Lua Linda
Debaixo dessa luz de lua linda,
pensativas figuras passeavam,
lúcidos olhos e sombrias almas
perambulavam soltas pelo campo.
Eram crianças, meninas e meninos,
percorrendo jardins de fantasia,
debaixo de sicômoros e sonhos,
a contar as estrelas cintilando.
Mergulhando no lago a lua nua
branca e fúlgida lua em leite ardente
parecia chorar em seu delírio
os cabelos de árvore trançados.
Como espelho do céu, o lago dorme.
O campo, o ar, o mundo silencia.
A noite morna e calma ressonando
respira na amplidão tênue neblina.
Eu viajo. Ave sedenta e triste,
parto em meu voo à busca do infinito
embalado no vento das alturas
para pousar no amanhã, ao sol nascente.
Lucimar.
Natal, 25 de março de 2014.