Os Barcos de Mampituba

Os barcos de Mampituba
de brancas velas austrais,
cantavam canções ligeiras,
no embalo dos meus terrais…

E as noturnas cicatrizes
das lembranças cordiais
varriam minhas tristezas,
afastando-as mais e mais…

Os barcos de Mampituba,
entre os rios do meu cais,
navegavam cercanias
dos meus voos marginais…

Povoavam muitas milhas
de saudades ancestrais,
matando-me a alma insossa
cheia de amores banais…

Os barcos de Mampituba,
retesando seus brandais,
feriam-me os pés sangrentos
de muitas fugas fatais…

Enchiam-me a casa antiga
de sons de gritos e ais,
parentes mortos, lembranças,
dores e angústias demais…

Os barcos de Mampituba,
ah meus barcos, ah meu cais,
perderam-se pelo tempo,
não vou vê-los nunca mais…

Mas eu juro pela Virgem
estrela-guia da Paz,
que os barcos de Mampituba
não os esquecerei jamais…

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Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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