Hoje, 3 de abril, minha saudosa irmã Lúcia, falecida a 3 de março de 2012, faria 69 anos. Foi uma pessoa extremamente dedicada aos pais, aos irmãos, aos filhos, aos netos, aos amigos, enfim, a todos que com ela tiveram a oportunidade de privar. Por ela, uma prece, sabendo que certamente terá recebido do Pai o prêmio que mereceu.
Mas também lembro Hildette, que foi minha companheira durante 45 anos, com o poema que escrevi, em 1997, e que abaixo transcrevo:
Coração mudo
Meu coração fica mudo quando o vento sopra,
quando a vela geme e a saudade bate!…
Em minha santa jangada,
nesse tempo de pescar,
de viajar e voltar,
de partir e chegar,
a hora mais gostosa é quando caço os panos,
recolho as tralhas e vou pra casa.
Ah! minha tapera,
meu barraco em palafita,
meu rio manso correndo…
Quem sabe vou chegar cansado,
quem sabe vou beijar meus filhos,
quem sabe vou deitar com a minha velha
e amar
e amar
cansado mesmo,
na minha esteira,
naquela sombra,
a tarde inteira…
E depois
a mesa tosca,
o candeeiro,
o peixe frito,
e o barulho distante do mar batendo na praia,
batendo na praia,
batendo na praia…
Lucimar.
Natal, 3 de abril de 2014.


