Para hoje, um soneto, escrito quando preparava o livro “Estado de Poesia”, em final de 2008:
Nascimento
Eu nasci sob a luz de um candeeiro,
Numa distante e quente madrugada,
Minha mãe sobre a cama, ensanguentada
Meu pai a suar frio, o tempo inteiro.
Perdi o acalentar doce e maneiro
E infelizmente não sabia nada
Do que tinha de andar por essa estrada
Do mundo, a que chegava, sem roteiro.
Depois, abasteci minh’alma escrava
Do desejo de ser louco aprendiz
De viver e morrer, que me restava…
E agora, que aprendi o que não quis
Enquanto a vida, célere, passava,
Só quero, na verdade, ser feliz!
Lucimar.
Natal, 5 de abril de 2014.
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