Hoje, domingo, um poema mais alegre, pois, apesar de tudo, a vida continua!
Pés descalços
Para Edna
Pés descalços, nus,
no areal sem fim,
mares tão azuis,
pôr de sol carmim…
Só nós dois ali,
neste mundo aflito,
rolando no espaço
do céu infinito…
Crepúsculo cego
que cai sobre o mar,
e horizonte vasto,
aberto, a chamar…
Soltos pela vida,
livres para amar,
sem limite ou rumo
a voar, voar…
O esplendor do sonho,
por milagre, traz
luz de eternidade,
átimo de paz!
Lucimar.
Natal, 6 de abril de 2014.
Este poema foi escrito no Rio de Janeiro, a 19 de março de 2008, às 19 horas.
