Refúgio

Para hoje, quero deixar aos amigos um poema muito simples, do fundo da alma. E sem muita explicação.
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Em algum lugar deste tempo, procuro um refúgio
onde ficar 
e, contrito, imergir no mistério das horas,
ao compasso dos sinos, ao pôr do sol.

Lá, onde sejamos puros e felizes,
pés descalços percorrendo a margem límpida do mar,
pássaros marinhos mergulhantes de abismos,
na vertigem súbita de encontros e descobertas.

Lá, onde sejamos afinal apenas o que somos,
definitivamente humanos, todos nós,
indissoluvelmente solidários.

Lucimar.
Natal, 8 de abril de 2014.
Este poema é, na verdade, bem antigo. Ele foi publicado a primeira vez no meu quarto livro de poesias, “Cais da Noite e Outros Poemas”, de 1989, pelo Círculo Literário do Clube Naval, e, há alguns meses, em meados do ano passado, no Mare Nostrum, um jornal literário do mesmo Clube Naval, do Rio de Janeiro.

 

Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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