Continuando com os poemas que escrevi para a Edna, segue outro soneto:
Mãos de Seda
Se conhecer-te foi presente à parte
Que recebi de Deus, envaidecido,
Muito mais premiado eu tenho sido
Desde que descobri como é amar-te.
Não só tal conviver que a dor reparte
Neste mundo sem pátria, sem partido,
Mas também que me vejo consumido,
Pois fazemos do amor banquete e arte.
Mãos de seda me tocam suavemente
E meu corpo sensual se faz contente
Depressa, ao desatar todos os laços.
Mas o máximo dom do meu carinho
É conter-te, infinita, em nosso ninho,
Como um anjo do céu entre meus braços.
Lucimar.
Natal, 7 de maio de 2014.
Este soneto foi composto para o livro “Estado de Poesia”, publicado em 2008.
A imagem foi copiada na Internet e é denominada “Fire Heart”!