Ainda um “poema de paixão”, para os que apreciam. Este vai dedicado à minha amada.
Você me tocou
Você me tocou. Agora me aguente.
Você me chamou. Agora me escute.
Você se revelou. Agora me deixe falar.
Quero você. Não importa quando,
não importa como,
não importa nada: quero você,
que-ro vo-cê.
Será um dia de sol ou chuva,
calor ou frio?
Não importa.
Será de noite? Será de dia?
Será em Marte? Será na Lua?
Será janeiro? Será dezembro?
Mas será.
Será.
Como todo ano
um falcão ao ninho,
eu serei cigano,
chegarei sozinho…
Chegarei, que seja
leve como a brisa,
toda vez que beija
nem sequer avisa…
Chegarei pirata,
ou cristão ou mouro,
eu serei de prata,
ou serei de ouro…
Estarei no espaço
como o pensamento
sem medo ou cansaço
com as asas no vento…
Já não sei ao certo
como vai ser isto,
coração aberto,
quero ter, insisto…
Que será um dia
comum, de semana,
de luta e porfia,
mas será na cama…
Ou será na duna,
no chão do deserto,
ou na minha escuna,
pelo mar aberto…
Navegando estrelas
de invisíveis asas,
Sonharei ao vê-las
indo sobre as casas…
Me fazer menino,
homem sem juízo,
sem vergonha ou tino
neste paraíso…
Pra dizer que amo,
pra dizer que quero,
pra dizer que chamo
a você, que espero…
Espero na estrada,
na rua, no campo,
nos confins do nada,
vou ser pirilampo…
Nos confins da vida,
como um novo ensejo
minh’alma partida
de dor e desejo…
De amar com ternura
a mulher que um dia
deu-me à alma impura
tal melancolia…
Que até hoje sinto,
eu sei e não minto,
no meu peito em sangue?
Mesmo que se zangue
por esta insistência,
vou pedir clemência
e esperar que chegue,
venha, não me entregue
ao limbo dos sonhos
dos homens tristonhos
que vivem chorando,
ao inferno eu mando
toda esta prudência,
quero sua essência…
Quero você. Não importa quando,
não importa como,
não importa nada: quero você,
que-ro vo-cê.
Entendeu?
Lucimar.
Natal, 15 de maio de 2014.
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