Ainda na linha do último poema que postei aqui, transcrevo um novo poema, com a data de hoje, feito a partir de um antigo.
Sentimento
Ontem
fundeamos nós dois, os braços como amarras,
no longo mar da noite,
debaixo de uma lua zenital, minguante
e fria.
Ah mulher!
Eu tenho ainda em minha boca
o gosto marítimo de tua boca perfumada
e em cada poro do meu corpo
o cheiro mágico do teu corpo fêmeo
a me excitar e me envolver
e me ferir, como tenazes de fogo.
E cabos alcatroados, e cabeços no cais,
e frios barcos ao relento, soltos sobre as ondas,
cantam aleluias
a nosso amor cigano, marinheiro,
louco e sem limites!
E bêbados de rua,
e mulheres da noite,
e notívagos, e viajantes,
batem palmas e gritam vivas,
embalados no vento que vem do mar!
Porque nada nesta vida vale mais
que esse sentimento tão fundamental
que é meu amor por você,
mulher da minha vida!
Natal, 11 de agosto de 2014.
Lucimar.
