Amigos, eu estava conversando
no Facebook, com Ivani Fernandes e Luiz Lima, ao mesmo tempo em que compunha um soneto, exatamente sobre aquele assunto de nossa conversa. Acabo de concluí-lo. Aí vai:
Tempestade
Que dor é esta, que me fere o peito,
Quando chego na praia e sinto o vento
Se percebo estes barcos ao relento,
E me sinto infeliz, insatisfeito?
Que estranha sensação, que estranho jeito
De uma vida que escorre em fogo lento,
Afogada de mágoa e sentimento,
De um coração fiel, mas imperfeito?
É que esta vida passa de repente
Como a brisa que sopra mansamente
Nas ondas leves, calmas, desta praia…
Pois amanhã, se chega a tempestade,
O mar se encrespa, se agiganta e invade
E a terra geme, anêmica, e desmaia!
Lucimar.
Natal, 13 de agosto de 2014.
09:48.
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