Um antigo soneto, escrito em maio de 2011, sofreu uma releitura, hoje, para publicação neste espaço. Fiquei na dúvida entre manter o antigo título, “Último Sono”, ou renomeá-lo, como “Tempos de Sonho”. Preferi este último.
Tempos de Sonho
Brigues, naus, caravelas, que saudade
Dos tempos de Oceano e de Aventura!
Tangidos pelo vento, em noite escura,
Meus olhos postos sobre a imensidade!
Olhos de Mar, de sonho, de ansiedade,
Sem colírio ou remédio, dor sem cura,
Nos horizontes vãos da singradura
Vigilante e febril, da mocidade!
Pudera eu, no entanto, nesta hora,
Num certo cais, bem ao romper da aurora,
A esses tempos de sonho retornar…
Por algum sortilégio do Destino,
Ouvindo o badalar do antigo sino,
Dormir o último sono neste Mar!
Lucimar.
Natal, 29 de agosto de 2014.
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