Marinheiro

Hoje trabalhei este soneto:

Marinheiro

Quero falar do mar, eu, marinheiro,
Acostumado às grandes travessias,
Que naveguei em tantas ventanias,
Pelo mundo, sem casa e sem dinheiro…

Da vida que vivi, o tempo inteiro,
Sem família e sem lei, de mãos vazias,
Argonauta de sonho e valentias,
Dom Quixote de bar, sem escudeiro…

Aqui, na solidão, olhando a Lua
Bem distante das luzes da cidade,
Venho sentar-me à beira deste cais…

E deixo-me levar, na noite nua
Para morrer, nas dores da saudade
Daquele tempo, que não volta mais!

Lucimar.
Natal, 30 de agosto de 2014.

A imagem foi copiada da Internet.
france-pier-night

Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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