Restos

Minha amada viajou. Por isso, lhe dedico este soneto de hoje:

Restos

Na penumbra da sala, amarelado,
Jaz um toco de vela carcomida,
E eu me curvo, em silêncio, sobre a vida
Que nós dois construímos no passado.

Acendo a vela e o canto iluminado
Acorda a noite. A sala adormecida
Parece um cais em tempos de partida
Dos sonhos que vivemos, lado a lado.

Já não quero ficar aqui sozinho,
Pois o tempo passou e o teu carinho
É tudo que me anima nessa estrada…

Restamos nós, assim, homem-mulher,
Não como exemplo de um casal qualquer,
Pois se não tenho a ti, não tenho nada!

Lucimar
Natal, 1º de setembro de 2014.

A imagem foi copiada da Internet.

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Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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