Há um poema, de uns dez anos atrás, por que tenho especial predileção. Se já o publiquei aqui, perdoem-me. É que hoje bateu no coração uma grande saudade
daqueles tempos… de chuva no telhado:
Telhado de Menino
Telhado meu, em musgo liquefeito,
nas goteiras de dor do meu jardim,
os teus rios de chuva, em cachoeira,
descem loucos e fortes, sobre mim!
Telhado meu, que me relembra a infância,
das ilusões sem volta, a dor perdida,
que me trazes de volta à meninice,
eu sozinho no tempo, olhando a vida!
Telhado silencioso, chão de sonho,
pendurados abismos, casas tristes,
nem sei se eu mesmo volto, ou se tu voltas
nem sei se sobrevivo, ou mesmo existes !
Telhado que perdi, no mar do mundo,
nos caminhos sem fim do meu destino,
e o redescubro agora, neste outono
de alma livre e coração menino !
Abraço a todos,
Lucimar.
Natal, 6 de outubro de 2014.
As imagens foram copiadas da Internet.

