Hoje acordei com a lembrança de um belíssimo poema de Pablo Neruda, o Poema 18, da famosa coleção “Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada”. Vou transcrever, abaixo, o início de uma tradução livre desse poema, para nossa língua:
“Aqui te amo.
Nos obscuros pinheiros o vento desenlaça.
A lua fosforece sobre as águas errantes […]”
Pablo Neruda.
Inspirado nesse poema, escrevi um outro, que repasso a meus amigos:
Noite de amor
Se você quisesse, poderíamos fazer desta noite
uma noite de amor, uma longa, interminável, maravilhosa
noite de amor.
Poderíamos semear de estrelas nosso céu,
e fazer esta lua, cheia e branca,
banhar de luz nosso quintal.
Se você quisesse, poderíamos beber o vinho das lembranças, de cada dia, de cada hora, de cada instante
de nossa vida em comum.
Poderíamos comer o pão da esperança,
que alimenta nossos sonhos de viver juntos,
unidos, lado a lado, sem rusgas, sem separações.
Se você quisesse, poderíamos sentir de novo o batimento
do coração de nosso filho, pequenino, no santuário do seu ventre.
E escutaríamos em silêncio
cada impulso de sangue, cada batida compassada,
como notas musicais, compondo a sinfonia única
de nossa união sagrada!
Só depende de você.
Só depende de você.
Só depende de você.
Lucimar.
Natal, 31 de outubro de 2014.
A imagem foi copiada da Internet.
