Barcos

Voltemos aos poemas de mar.

Em março deste ano, publiquei aqui a redondilha “Os barcos de Mampituba” e cheguei a pensar em republicá-la, para mostrar as rimas que utilizei, todas em “ais”. Mas estou determinado a não repetir os poemas.

Este novo poema, “Barcos”, escrevi-o inspirado em um PPS que recebi, contendo diversas marinhas de Claude Monet.

Vamos, pois, à redondilha:

Barcos

Barcos dos meus verdes anos,
navegando terras nuas,
rios de infância, oceanos,
poças d’água, ternas ruas…

Barcos ligeiros, valentes
de litorais esquecidos,
no balanço das correntes
e dos corações partidos…

Barcos tristes, de arribada
em tristes tardes vazias,
pobres barcos, quase nada,
ao sabor das ventanias…

Barcos tensos, fugidios,
baleeiras dando às praias
faróis ao longe, navios,
mulheres de longas saias…

Barcos grandes, sons de apito,
céus nublados, caravelas,
cais de festas, mundo aflito,
homens ricos, jovens belas…

Barcos, enfim, mais amada
lembrança da minha vida,
de partida ou de chegada,
de chegada ou de partida…

Lucimar.
Natal, 20 de novembro de 2014.

A imagem foi copiada da Internet.

Na verdade, as diversas peças do imortal Monet, que me serviram de inspiração, mostravam muitos barcos, de diferentes tipos, em variadas situações. A imagem das baleeiras amarradas à praia é apenas uma representação simbólica.

2013-09-11 13.45.38

Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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