Como prometido, segue abaixo o final do “desafio”:
Rocha de Oliveira:
Chamar esse afã de disputa
É honrar por demais o marujo
Que ante a fama que o Mestre desfruta
Não é mais que um grumete pé sujo
Se é do Mestre a voz de encerrar
Não me cabe reparos fazer
Mas pra toda verdade aflorar
Entre nós, há que se esclarecer:
Com as marcas deixadas na areia
Não te avexes meu caro Poeta
São folguedos inocentes, me creia
Pois que a minha Clara é minha neta.
Lucimar:
Minha alma se ilumina
Com esta revelação:
Saber que Clara é menina
De sua predileção.
Eu que pensava tratar-se
De uma intangível paixão
Tive de armar um disfarce
Nos versos de ocasião,
Para evitar sua fúria
Contra minha intromissão,
Supondo que era luxúria
E eu perder toda a razão.
Mas, agora, atinjo a meta
De encerrar a discussão,
Ao celebrar sua neta
A flor do seu coração!
Pela transcrição,
Lucimar.
Natal, 4 de dezembro de 2014.
Imagem copiada da Internet em: ritaferreira-aminhavida.blogspot.com
