Um poema de Natal para todos os meus amigos e amigas. Que a Luz do Natal nos ilumine a todos. Que o Amor prevaleça. E o Perdão, a Compaixão e a Solidariedade se espalhem pelas nossas ruas, praças e cidades.
Poema de Natal 1
No silêncio da meia-noite
os homens cansados chegam,
eles vêm de longe.
Sentam-se no chão,
entre burros e bois,
carneiros e cães.
Nada falam, apenas contemplam
a jovem mulher envolta em panos,
o homem de barbas negras e cajado forte
e o menino.
Não saberiam precisar se há frio
ali dentro. A estrebaria se aquece
no frêmito das palhas.
Há quanto tempo chegaram?
Não sabem. É como se estivessem ali,
suspensos, aquecidos,
e quase adormecem
no embalo de melodias sutilíssimas:
“Gloria in excelsis Deo…”
Haverá noite lá fora? Tudo parece tão claro
e simples, tão verdadeiramente
simples e pequeno: seus rebanhos,
humildes cabeças agora pacificadas e quietas,
aquela gente que vela sobre o recém-nascido,
e as vozes tão harmoniosas – seriam anjos?
– entoando cânticos na noite.
As estradas da Galileia são desertas,
mas em breve muitos passos hão de percorrê-las.
As hospedarias de Belém fecharam suas portas,
mas não tardará o vento forte que há de abri-las todas de par em par.
Os homens dormem.
Somente os pastores da noite reconhecem entre os animais
aquele menino,
único. Sobre a manjedoura.
Os magos demoram,
em suas caravanas: ouro, incenso e mirra nas mãos,
eles perguntam aos poderosos
onde está o Rei que há de chegar.
Todos pensam que será um rei como os outros,
de coroa e cetro,
de poder e glória.
E, no entanto, Ele está ali,
tão menino,
tão nu,
sobre a palha
seca.
Ele, nesta noite que vem
de muito longe, do fundo
dos tempos, milagrosa
e fecunda.
Lucimar.
Natal, 5 de dezembro de 2014.
A imagem foi copiada da Internet em: miliciadesantamaria.com.br.
