Quando o comandante Antônio Carlos de Oliveira e Silva faleceu, há alguns anos, dediquei-lhe o soneto abaixo. Hoje, neste final de ano, publico-o nesta página, para lembrar o velho amigo, acima de tudo marinheiro:
Velho lobo, velho barco
Velho lobo do mar, bem navegado,
Na pernada final do seu destino,
Partiu sozinho, intenso, peregrino,
Pelo oceano nunca palmilhado.
E partiu de repente, azafamado,
No rebojo do vento, ao som do sino,
De um vento sudoeste, sibilino,
Num sistema frontal inesperado.
Agora ele postou-se, marinheiro,
A boreste, enfrentando o mar banzeiro,
No passadiço, as flâmulas em arco!
Nunca mais vai faltar-lhe a santa ajuda
Nem gaivota gentil que sempre o acuda,
Foi dormir lá no céu com o Velho Barco!
Lucimar.
Natal, 26 de dezembro de 2014.
A imagem foi copiada da Internet, em olhares.uol.com.br.
