Capelinha silenciosa

Poema escrito na capela da Escola Naval, Ilha de Villegagnon, em algum dia de 1959 (aos meus 19 anos), dedicado ainda à Hildette, minha primeira esposa, falecida em 2007. Uma capelinha bizantina, com um ícone de Nossa Senhora por trás do altar.

Capelinha silenciosa

Sentei sozinho naquele banco pintado de verde.
Os mesmos pássaros cantavam,
as mesmas árvores brincavam de acenar
seus galhos inquietos,
e o mar batia, levemente, contra as pedras centenárias.

Depois passei na capelinha silenciosa,
com cheiro de incenso.
Os círios piscavam,
e os olhos da Virgem Maria sorriram, docemente.

A tarde envolvia, com o aroma das flores que desabrochavam,
as pessoas e as coisas.

Em todos os lugares, havia o marco de tua passagem.

Lucimar.
Natal, 5 de fevereiro de 2015.

A fotografia foi tirada por mim.

2006-08-05 17.23.42

Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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