Do meu próximo livro, no prelo, “Mar em mim”:
Poesia do mar
Eu trouxe
a longínqua poesia do mar,
na madrugada de minha tristeza.
E em minha boca
sinto o sal daquelas lágrimas.
Meu vulto negro, na noite negra
de negras saudades,
tem um gesto infinito de amor das amuradas
brancas,
de distâncias brancas,
no meu céu de mar
azul.
Ah! Tenho as mãos cheias de momentos
que foram prece,
mágoa,
morte,
mar.
Tenho o peito enfunado como as velas
de toscas alegrias:
um doce canto de paz.
Lucimar.
Natal, 11 de fevereiro de 2015.
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