Poema do meu próximo livro “Mar em mim”:
Quando acordei
Quando acordei
havia partido daquele cais cheio de gente
e tinhas ficado lá,
e pressenti que tinhas permanecido para sempre lá.
Era muito cedo: o mar
dizia baixinho nas vigias um ciciar dolente
cantando cantigas de ninar
e a madrugada percorria o tombadilho
e o passadiço
e os mastros
silenciosa, imponderável.
Meu navio:
um imenso navio negro
um imenso navio procurando a manhã.
Ainda em minhas mãos o peso dos teus seios.
Lucimar.
Natal, 23 de março de 2015.
Imagem copiada da Internet em: mariza-brasil.zip.net.
