O Amor que se revela

Amigos:

Estamos na Semana Santa e aproxima-se a Páscoa da Ressurreição, a grande festa de todo cristão católico!

Por isso, deixo abaixo meu poema “O Amor que se revela”, uma modesta homenagem deste poeta à Santíssima Trindade:

O Amor que se revela

No coração do Pai canta o Amor.
Com Ele estão o Verbo, gerado, não criado,
e o Espírito que sopra sobre as águas.
É o Amor primordial, Trinitário,
que nos criou do nada.
E que nos fez casal, homem-mulher,
fecundos e multiplicantes.

E o Pai nos deu, de graça,
todo fruto de toda árvore
do maravilhoso jardim,
menos aquele que nos destruiria.
E desobedecemos.
E perdemos a Vida que jorrava
das fontes daquele Paraíso.

Mas Ele nos prometeu Maria
para esmagar a cabeça da serpente.
E abençoou Noé, para salvar a Terra.
E jurou descendência a Abraão,
incontável como as estrelas do céu.
E enviou Seu Anjo para salvar Isaac.
E livrou José da morte
e glorificou seu exílio.

Ele viu a miséria de Seu povo
na terra do Egito
e o resgatou.
E apareceu a Moisés na sarça ardente.
E lhe disse o Seu nome: EU SOU.
Ele livrou seus primogênitos da morte
na passagem do Anjo.
E fez Seu povo atravessar o Mar Vermelho.

No coração do Pai canta o Amor.
Ele pôs Sua lei em nosso seio
e a inscreveu em nosso coração.
Ele perdoou a nossa culpa
e não se lembrou mais de nosso pecado.
E enviou para nós Seu Filho único,
o Amor em pessoa,
não para nos dar a morte,
sim, para nos dar a Vida,
perdão, misericórdia, compaixão.

Que escutou o pedido de Sua Mãe
e transformou a água em vinho.
E prometeu à Samaritana água viva
e perdoou a Mulher Adúltera.

E acolheu os pecadores,
de preferência aos que se julgavam justos.
Pois não veio para julgar, mas para salvar.
Teve pena do povo cansado, abatido,
ovelhas sem pastor,
dos alquebrados sob o próprio fardo,
e ofereceu-lhes descanso
e lhes transmitiu a paz.

E curou cegos, surdos, coxos,
leprosos, paralíticos,
doentes do corpo e da alma,
oprimidos, desprezados e abandonados.

E saciou a multidão faminta
com o pão multiplicado,
promessa de um novo Pão,
de Vida eterna.

E teve compaixão do cego Bartimeu,
que o chamava de Filho de Davi.
E de Dimas, o Ladrão,
que roubou o céu, tocado pela graça.

E ressuscitou dos mortos e ascendeu ao céu,
para nos sentar, com Ele,
à direita do Pai.

No coração do Pai canta o Amor.
Amor que é também Filho,
e que se fez humano como nós.
Amor que é Espírito Santo,
Aquele que nos ensina
todas as coisas.

Lucimar.
Natal, 31 de março, terça-feira da Semana Santa de 2015.

A imagem foi copiada da Internet, em: musicasparamissa.com.br.

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Publicado por frater12014

Busco aprimorar minha poesia. Faço atualmente a releitura do meu último livro, "Mar em Mim", corrigindo alguns versos de poemas recentes.

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