Meus amigos e minhas amigas:
O soneto, que escrevi, no Rio de Janeiro, a 18 de setembro de 2003, contém dois acrósticos: “Iracema” (primeiro quarteto e segundo terceto) e “Ternura” (segundo quarteto e primeiro terceto). Procurem descobrir.
Alísio
Irradia a manhã sobre a cidade,
Renova o Sol a vida em cada canto.
A vida, intensa luz e suavidade,
Cobre a Terra com a força do seu manto.
Tremem raízes, caules, de ansiedade,
E sugam, vorazmente, o leite santo:
Resto de seiva que, precioso, invade
Nervosas trilhas, que se assanham tanto!
Uníssonas, de pânico e de espanto,
Rumorejam as fontes, em novelos,
A celebrar da vida o doce encanto.
E chora em dor, de anseios e de zelos,
Meu coração que guarda, neste pranto,
A lembrança do alísio em teus cabelos!
Lucimar.
Natal, 25 de janeiro de 2016. Imagem copiada da Internet, em: mundomulheres.com.
