Um soneto de hoje. Nestes tempos difíceis, é preciso criar um Novo Mundo!
Novo Mundo
Que novos tempos esses, sem destino?
Que tempos novos esses, que vivemos?
Que certezas de amor ainda temos,
Vivendo sós, num mundo em desatino?
Que esperanças, que céus, que véu tão fino
Esse que tolda tudo que queremos
E impede-nos sonhar o que não vemos
E deixa-nos tão longe do Divino?
Quero criar um novo dicionário
De palavras ao vento, saborosas,
Saudadas no bater do campanário…
Distribuir as contas do rosário
Nas esquinas, nas ruas, como rosas,
Viver um novo mundo, panfletário…
Lucimar.
Natal, 11 de abril de 2016.
