Soneto de hoje:
Recomeço
Há nesta orquestração, no som do violino,
Algo que me deslumbra, encanta e desafia,
Como o raiar do Sol, ao vir de um novo dia,
E fala ao coração, em êxtase divino.
E quando, na alvorada, o cântico do sino
Louva o céu infinito e a luz da estrela-guia,
Recordo o Redentor em sua lenta agonia,
No Horto, em oração, aceitando o Destino.
Sou, porém, neste mundo, um pobre atormentado:
Como posso saber da minha vida o sumo,
Se não sei receber, como Cristo, este Fado?
Uma só condição, neste momento, assumo:
Quero ter novamente uma mulher ao lado
Que possa me ajudar a descobrir meu rumo.
Natal, 20 de abril de 2016.
Lucimar.
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