Ainda hoje, na alma, escuto um canto
Na voz de minha mãe, eu pequenino,
Embalando-me no braço o corpo fino
Que cobria do frio com seu manto.
A canção era simples, de acalanto,
Um solfejo bem terno, como um hino,
Na escala musical, um som divino,
Mas como um gesto humano, eu lembro tanto!
E então eu cochilava, satisfeito,
Sugando o leite morno de seu peito,
E ouvindo essa canção abençoada…
Quando meu pai chegava, ao fim do dia,
Minha mãe o abraçava, com alegria,
Pois no reino do Amor não falta nada!
Lucimar.
Natal, 8 de maio de 2016.