Homenagem ao glorioso Navio-escola e Navio Oceanográfico “Almirante Saldanha”:
Velho navio
Velho navio,
cisne branco em ventre azul
das águas límpidas do sul.
Quantas vezes partiste,
rasgando o dorso dessas águas,
rútilo velame de punhais
que permanece incólume ao tempo e à morte.
O grito do gajeiro fere,
súbito,
o teu silêncio ancestral.
Na noite dos teus mastros decepados,
ouço vozes perdidas de manobras a pano
e o vento milenar da tempestade.
Hoje, meu velho Saldanha,
renasces para sempre.
E, fulgurante pássaro marinho,
retornas à integridade original.
Lucimar.
Este poema foi escrito no dia da Mostra de Desarmamento do “Saldanha”, 6 de agosto de 1990, por mim, seu derradeiro comandante.
Natal, 21 de julho de 2016
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