Hoje, transcrevo meu soneto que recorda Quem, na Verdade, acalma as tempestades.
Tempestade acalmada
Mestre, não te importa que pereçamos? Mc 4,38.
E aqui estamos nós, na imensidade,
Sob a força do vento, em agonia,
De sofrimento e morte, em pleno dia
Açoitados de mar, de tempestade…
Não te importa ficarmos sem vontade,
Perdidos no oceano, nesta via,
Sem retorno, sem rumo, sem valia,
Sem socorro, sem dó, sem piedade?
Por que dormes tranquilo, em sono santo,
Indiferente ao mar e a nosso espanto,
Na agitação raivosa do oceano?
Não tendes fé? – pergunta com firmeza.
E dá ordens à rude Natureza,
E ela obedece à voz do Soberano!
Natal, 29 de outubro de 2018,
Lucimar.