Para esta tarde, um poema de amor: Olhar luminoso Se eu tivesse o estro dos grandes poetas, de suas vozes que ecoam ainda na amplidão em espaços de alma, como explosões de estrelas, atravessando o universo, em caminhos de sonho… Se eu tivesse a voz afinada dos magníficos cantores, harmoniosas como o canto de pássaros noContinuar lendo “Olhar luminoso”
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Tempo
Cecília Meireles disse: “O tempo seca a saudade / seca as lembranças e as lágrimas”. Hoje, quando lembramos os entes queridos que partiram antes de nós, deixo aqui, para eles, esse pequeno poema, de homenagem: Tempo Ó tempo, que secas a saudade, seca em mim a dor de hoje, gosto de sangue na boca, sentirContinuar lendo “Tempo”
Esboço
Poema para hoje: Esboço o quarto ainda guarda a noite de seu sono absorto, o quarto de mil fantasmas de sonho duendes fadas e você passa na rua Maria dobra os lençóis Cristina dorme, acorda ou se levanta: é tudo o mesmo você vai você vem no táxi tem gosto de café na boca, éContinuar lendo “Esboço”
Noite de amor
Hoje acordei com a lembrança de um belíssimo poema de Pablo Neruda, o Poema 18, da famosa coleção “Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada”. Vou transcrever, abaixo, o início de uma tradução livre desse poema, para nossa língua: “Aqui te amo. Nos obscuros pinheiros o vento desenlaça. A lua fosforece sobre as águasContinuar lendo “Noite de amor”
Sangue de abismos
Um poema para hoje: Sangue de abismos contemplo tua força brotando em terra bruta, árvore-mulher, sangue de abismos, floresta de silêncios. contemplo tua beleza, nascendo como a fonte, rio-mulher, berço da existência, cachoeira de desejos. contemplo tua alegria, brilhando como o sol, luz-mulher, estrela, milagre da Vida. mulher, companheira, ombro a ombro comigo, em meuContinuar lendo “Sangue de abismos”
No meu navio
Só quem serviu à Marinha de Guerra ou Mercante – ou a qualquer outra instituição que exija grande ausência de casa – sabe o que é esta ausência. Longe de casa, o marinheiro mergulha no trabalho, no convés ou na máquina, nas fainas comuns e especiais, no adestramento e na rotina. Mas, quando chega a noite,Continuar lendo “No meu navio”
Acróstico
Como ontem falei da Ana Padilha, quero lembrar a outra filha, também muito amada, uma artista de elevada sensibilidade, Liana Padilha. Abaixo transcrevo um acróstico que fiz para ambas. As letras iniciais dos versos falam: “Liana e Ana”: Linda onda, onda linda, imersa em sonho e desejo, anda o Mundo em noite infinda, navega esteContinuar lendo “Acróstico”
Laço perfeito
Entre meus filhos, quem mais tempo viveu em casa foi a Ana. Dessa extensa convivência, restou uma grande confiança mútua que, ainda hoje, me conforta em momentos difíceis. Costumo dizer que Ana é uma das minhas conselheiras preferidas. Quero lembrar, aqui, um poema que a ela dediquei, em sua infância. Laço perfeito Me orgulho deContinuar lendo “Laço perfeito”
Dores de parto
Hoje, uma reflexão sobre a miséria. Dores de parto Misericórdia, de belas palavras, Frases de pena e agonia vã, Misericórdia que, entre dois uísques, Enleva a alma altiva e cidadã, Misericórdia, analgesia cara, Da consciência que se diz cristã… Mas a verdade é outra, muito outra, E estamos longe, bem longe, do ideal: A verdadeContinuar lendo “Dores de parto”
Ser livre
Ser livre Ser livre. Sem algemas. Voar sobre os telhados Como o albatroz sobre as ondas. Ser menino vadio No vento solto da tarde, Peito aberto, mãos vazias. E adormecer sob as estrelas Sem medo, Disposto a sonhar E construir o mundo. Ser livre. Como um dia fomos todos nós, Antes de conhecer a tramaContinuar lendo “Ser livre”