Na data de hoje, 16 de outubro, meus pais Luciano e Lourdes celebraram seu casamento, há exatos 78 anos. Uniram-se pela primeira vez e assim permaneceram, unidos, até que um súbito infarto levou meu pai, na manhã de 23 de abril de 1983. Minha mãe, com 97 anos, permanece viva e mora conosco. Pensei emContinuar lendo “Não deixarei que partas”
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Transcendência
Faz algum tempo, foi publicada na Internet a fotografia de um menino negro, em posição fetal, e, a certa distância, um abutre que parece aguardar sua morte. Alguém se referiu a esse tipo de pobreza extrema como se fosse “um câncer social” e comentou: “O câncer é a reprodução desordenada de células”. Refleti, então, sobreContinuar lendo “Transcendência”
Lua Linda
Meu sobrinho Luis Azevedo publicou esta noite uma fotografia, que chamou de “Lua Linda”. Como eu tenho um poema antigo, com esse título, resolvi publicá-lo aqui, em homenagem ao sobrinho, que é também meu afilhado de batismo e grande amigo: Lua Linda Debaixo dessa luz de lua linda, pensativas figuras passeavam, lúcidos olhos e sombriasContinuar lendo “Lua Linda”
Busca
Hoje, um poema de Mar. Busca Procuro a palavra que me descreva este profundo, lúcido e desperto atlântico-sulíssimo, em tom de azul. Meço o silêncio que há no ar enchendo meus pulmões e minha alma de uma vontade doida de voar, voar, voar, até morrer. Firo esse espaço que me expande ao céu, no desencontroContinuar lendo “Busca”
Telhado de Menino
Há um poema, de uns dez anos atrás, por que tenho especial predileção. Se já o publiquei aqui, perdoem-me. É que hoje bateu no coração uma grande saudade daqueles tempos… de chuva no telhado: Telhado de Menino Telhado meu, em musgo liquefeito, nas goteiras de dor do meu jardim, os teus rios de chuva, emContinuar lendo “Telhado de Menino”
Retorno
RETORNO Homenagem a Tarciso – “Capiba” – nos dois anos de seu falecimento. Deixei a casa que antes me abrigava, no cálido silêncio do passado, o branco dos lençóis, o verde dos jardins, o cheiro bom de café, em horas matinais… Deixei as sombras das gentis figuras penduradas no céu da minha infância, constelações eContinuar lendo “Retorno”
Lírios
Mudando o tom: agora um poema menos sombrio: Lírios “Olhai os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.” (Mateus 6, 28,29). Olhai os lírios: contentes, Sem trabalho ou fiação, Ostentam vestes ardentes Em cada florContinuar lendo “Lírios”
Espelho
Lembrando um velho amigo, que me inspirou esses versos, publico hoje um soneto, escrito alguns anos atrás: Espelho Passei a vida em vão, não caminhei direito, Não floresci no campo, como os alvos lírios, Deixei passar os anos, loucos, como círios, Abrindo o coração, o corpo insatisfeito. Mas sempre procurei descobrir algum jeito De encher-meContinuar lendo “Espelho”
Meridiano
Reconheço que meu poema de ontem, “Viajante”, era muito ardente. Hoje vou variar, trazendo o soneto “Meridiano”, que escrevi a 13 de março deste ano, num diálogo muito produtivo com o grande poeta e amigo Roberto Lima de Souza: O Verdadeiro Meridiano Neste tempo de dor e desengano, Quando já chega o outono da agonia,Continuar lendo “Meridiano”
Viajante
O poema de hoje é proibido para menores: Viajante Lábios quentes, vermelhos, entreabertos, Que aos meus juntei num jogo de ternura, Lábios de mel, de sal, de sol, despertos, Como a lua no céu em noite escura. Que eu beijei tantas vezes, fascinado, Olhos fundos, sentindo o rosto em brasa… O corpo em fogo ardente,Continuar lendo “Viajante”