Para o fim de semana, um poema que exprime a saudade de alguém que partiu: Chuva Fria Já faz um tempo que essa chuva fria Enche-me o coração enamorado De insólita lembrança do passado, Saudade, enfim, da tua companhia. E vejo, pelas frestas da agonia, Rua molhada, o amor de braço dado, Casal feliz andandoContinuar lendo “Chuva Fria”
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Mundo Caduco
Um soneto, hoje, para reflexão: Mundo Caduco Sentei-me nesta praia, olhando o mar. Há pouco vento, apenas uma brisa Que sopra leve, anêmica, indecisa, Entre a luz do farol e o quebra-mar. Aqui cheguei bem cedo, pra pensar Sobre um mundo caduco, que agoniza Sem destino, sem fralda e sem camisa Sem direção, sem norteContinuar lendo “Mundo Caduco”
Restos
Minha amada viajou. Por isso, lhe dedico este soneto de hoje: Restos Na penumbra da sala, amarelado, Jaz um toco de vela carcomida, E eu me curvo, em silêncio, sobre a vida Que nós dois construímos no passado. Acendo a vela e o canto iluminado Acorda a noite. A sala adormecida Parece um cais emContinuar lendo “Restos”
Marinheiro
Hoje trabalhei este soneto: Marinheiro Quero falar do mar, eu, marinheiro, Acostumado às grandes travessias, Que naveguei em tantas ventanias, Pelo mundo, sem casa e sem dinheiro… Da vida que vivi, o tempo inteiro, Sem família e sem lei, de mãos vazias, Argonauta de sonho e valentias, Dom Quixote de bar, sem escudeiro… Aqui, naContinuar lendo “Marinheiro”
Tempos de Sonho
Um antigo soneto, escrito em maio de 2011, sofreu uma releitura, hoje, para publicação neste espaço. Fiquei na dúvida entre manter o antigo título, “Último Sono”, ou renomeá-lo, como “Tempos de Sonho”. Preferi este último. Tempos de Sonho Brigues, naus, caravelas, que saudade Dos tempos de Oceano e de Aventura! Tangidos pelo vento, em noiteContinuar lendo “Tempos de Sonho”
Hora do Amor
Continuando com o projeto de postar aqui os poemas selecionados para uma próxima publicação, hoje vou lembrar desta hora, entre o dia e a noite, do pôr do sol e do crepúsculo, que toca a alma de todos nós: Hora do Amor Esta é a hora que chega, da ansiedade, Depois que o Sol partiu,Continuar lendo “Hora do Amor”
Água Murcha
Estou preparando uma próxima publicação de poemas, nos cânones clássicos: sonetos e redondilhas. À medida que for revisando cada um desses poemas, vou publicá-los aqui, para eventuais críticas. O primeiro deles é o soneto “Água Murcha”, que inicialmente escrevi para minha filha Ana, em 2005, quando ela assumiu, no trabalho, a área dos Direitos Ambientais.Continuar lendo “Água Murcha”
Doce menina
Amigos: Estimulado por vocês, que curtem, comentam e compartilham meus poemas, voltei a escrever com certa frequência.Hoje pela manhã veio-me a ideia de uma pequena joia. Daí surgiu este soneto: Doce meninaUma pequena joia, envelhecida,Numa caixinha velha, pequenina,Lembrou-me de você, doce menina,Muitos anos atrás, quase esquecida! Era um dia qualquer. Eu, de partidaPra mais umaContinuar lendo “Doce menina”
Raio de sol
Hoje quero recordar um poema – que escrevi uns vinte anos atrás – o qual pode ter duas leituras. Fica a critério do leitor escolher: direto, isto é, do primeiro ao último verso, ou, ao contrário, do último para o primeiro. As duas leituras têm sabores ligeiramente diferentes, mas o conjunto é queContinuar lendo “Raio de sol”
Tempestade
Amigos, eu estava conversando no Facebook, com Ivani Fernandes e Luiz Lima, ao mesmo tempo em que compunha um soneto, exatamente sobre aquele assunto de nossa conversa. Acabo de concluí-lo. Aí vai: Tempestade Que dor é esta, que me fere o peito, Quando chego na praia e sinto o vento Se percebo estes barcos aoContinuar lendo “Tempestade”