Para meus amigos, transcrevo hoje uma adaptação do poema que deu origem a meu primeiro livro de memórias, “Minha Casa, Meu Cais”, lançado aqui em Natal, em 1995, na Academia das Artes. Minha casa, meu cais Minha casa é meu lugar. Espaço onde fundeio, como o veleiro na enseada. Tem jeito de rede, de varanda,Continuar lendo “Minha casa, meu cais”
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Família
Hoje, Dia das Mães, transcrevo um soneto que fala da Família. Elas são a Alma de todas as Famílias! Família Na família nasci e me fiz gente,Aprendi que a virtude vale a penaFormei um cabedal, botei em cenaO drama de viver e andar em frente. Não me faltou em casa a cama quenteNem o pãoContinuar lendo “Família”
Mãos de seda
Continuando com os poemas que escrevi para a Edna, segue outro soneto:Mãos de SedaSe conhecer-te foi presente à parteQue recebi de Deus, envaidecido,Muito mais premiado eu tenho sidoDesde que descobri como é amar-te. Não só tal conviver que a dor reparteNeste mundo sem pátria, sem partido,Mas também que me vejo consumido,Pois fazemos do amor banqueteContinuar lendo “Mãos de seda”
Melhor vinho
Melhor Vinho À mulher amada “Construir um caminho”, nossa meta, Tendo sempre o destino por um fio, Coragem de vencer calor e frio, Atitude de luta, alma inquieta. É gosto de lançar, como uma seta, O coração ardente, em desafio, Valoroso e tenaz, cheio de brio, À vida que nos chama e nos afeta. PorContinuar lendo “Melhor vinho”
Canção abençoada
Na esteira do soneto de ontem, deixo este outro, de tema semelhante, agradecendo a todos os amigos que curtiram, comentaram e compartilharam a homenagem a minha mãe. Escolho outra fotografia, da mesma festa dos 95 anos dela, dois anos atrás, pois foi certamente a última reunião de família em que ela conversou, cantou, aplaudiu, atéContinuar lendo “Canção abençoada”
Soneto à Mãe Amada
Hoje vou relembrar a vocês que cuido, aqui em casa, de minha mãe, que vai fazer, a 16 de junho próximo, 97 anos. Ela está bastante fragilizada, permanentemente acompanhada de Cuidadoras que se revezam e, além disso, assistida por uma empresa de Home Care. Contudo, quando de alguma forma desperta de seu longo sono, éContinuar lendo “Soneto à Mãe Amada”
Arlequim
Desde sempre admirei, em especial, um soneto de Bocage, cujo sentido profundo, de paixão e vida, me encantava. Transcrevo-o abaixo, para recordação dos amantes da Poesia: Meu ser evaporei na lida insanado tropel de paixões que me arrastava. Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava em mim quase imortal a essência humana. De que inúmerosContinuar lendo “Arlequim”
Velho pescador
Um poema, na verdade uma releitura de poema, a partir de um rascunho datado de 8 de junho de 2003, inspirado pela foto de um velho pescador na praia de Jupatituba, no Pará. A fotografia foi enviada por Daltro Oliveira.Velho pescador O velho pescador ensinou-me este silêncio, o silêncio da espera, entre o mar eContinuar lendo “Velho pescador”
Uma gatinha
O poema de hoje é uma homenagem especial a uma pessoa especial, que eu muito amo, a menina que cuidou da gatinha da história.Uma gatinhaPassou aqui em casaum gatinha: dengosa, silenciosa, cheia de segredos. Passeava por todo canto em suaves meneios, alteando o dorso e levantando a cauda. Parecia um arco de violino a caudaContinuar lendo “Uma gatinha”
Eu te ofereço
Entre as cantigas d’amigo do século XII, da região do Entre Douro e Minho, em Portugal, havia as “cantigas marinhas ou barcarolas”, em que o “eu lírico”, a mulher, falava de seu amor, de seu amigo, cuja ausência se devia ao mar. A interlocutora preferida dessa mulher queixosa era sua mãe – “madre”, em galaico-português,Continuar lendo “Eu te ofereço”