Mãos de seda

Continuando com os poemas que escrevi para a Edna, segue outro soneto:Mãos de SedaSe conhecer-te foi presente à parteQue recebi de Deus, envaidecido,Muito mais premiado eu tenho sidoDesde que descobri como é amar-te. Não só tal conviver que a dor reparteNeste mundo sem pátria, sem partido,Mas também que me vejo consumido,Pois fazemos do amor banqueteContinuar lendo “Mãos de seda”

Canção abençoada

Na esteira do soneto de ontem, deixo este outro, de tema semelhante, agradecendo a todos os amigos que curtiram, comentaram e compartilharam a homenagem a minha mãe. Escolho outra fotografia, da mesma festa dos 95 anos dela, dois anos atrás, pois foi certamente a última reunião de família em que ela conversou, cantou, aplaudiu, atéContinuar lendo “Canção abençoada”

Soneto à Mãe Amada

Hoje vou relembrar a vocês que cuido, aqui em casa, de minha mãe, que vai fazer, a 16 de junho próximo, 97 anos. Ela está bastante fragilizada, permanentemente acompanhada de Cuidadoras que se revezam e, além disso, assistida por uma empresa de Home Care. Contudo, quando de alguma forma desperta de seu longo sono, éContinuar lendo “Soneto à Mãe Amada”

Eu te ofereço

Entre as cantigas d’amigo do século XII, da região do Entre Douro e Minho, em Portugal, havia as “cantigas marinhas ou barcarolas”, em que o “eu lírico”, a mulher, falava de seu amor, de seu amigo, cuja ausência se devia ao mar. A interlocutora preferida dessa mulher queixosa era sua mãe – “madre”, em galaico-português,Continuar lendo “Eu te ofereço”