O poema que transcrevo a seguir lembra o Navio Oceanográfico, ex-Navio-Escola, “Almirante Saldanha”, no dia de sua Mostra de Desarmamento, isto é, no dia em que deu baixa do serviço ativo, depois de 56 anos contínuos de serviço ativo. O poema emprega imagens que devo explicar. Somente quem teve a graça de servir nele, navioContinuar lendo “Velho navio”
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Quem terá razão?
Amigos: Desde ontem estou sem o Office. Houve um pequeno “acidente” no meu computador e fiquei assim. Então estou escrevendo esta mensagem diretamente na minha página do Facebook. Não tenho como acessar o Word, pelo menos até amanhã, e, por isso, não posso pesquisar os arquivos com meus poemas. Não faz mal. Há um poemaContinuar lendo “Quem terá razão?”
Deriva
A redondilha – verso redondo – teve origem na Espanha e generalizou-se em Portugal no século XVI, referindo-se inicialmente a qualquer verso curto; a estrofe poderia usar qualquer número de versos e tipo de rima. Mais tarde passou a designar os versos pentassílábicos (redondilha menor) e os heptassílábicos (maior), em oposição popular à estrofe líricaContinuar lendo “Deriva”
Alvorecer na Rasa de Guaratiba
Quando minha primeira esposa, Hildette, estava ficando esquecida, antes da enfermidade que a levou à morte, dediquei-lhe o poema que hoje lhes mostro: Alvorecer na Rasa de Guaratiba Na Rasa de Guaratiba encontrei meu grande amor, entre gaivotas ligeiras esperando o sol se pôr… Toda tarde, elas se chegam,Continuar lendo “Alvorecer na Rasa de Guaratiba”
Luar de alvenaria
A busca da Felicidade é o que nos move, durante toda a vida. E pode-se dizer que o Amor é o outro nome da Felicidade. Dom Quixote saiu para enfrentar moinhos de vento, mas o que buscava, de fato, era sua Dulcineia. Como Dirceu teve sua Marília, como Romeu sua Julieta, também nós, pobres mortais,Continuar lendo “Luar de alvenaria”
Liturgia e Presença silenciosa
Desde que comecei a postar aqui meus poemas, de vez em quando me assalta a dúvida quanto à frequência de postagem. Mas hoje vou passar além dessa dúvida, porque tenho dois outros poemas que muito têm a ver com este primeiro, que publiquei logo pela manhã. O primeiro desses dois poemas é uma espécie deContinuar lendo “Liturgia e Presença silenciosa”
Refúgio
Para hoje, quero deixar aos amigos um poema muito simples, do fundo da alma. E sem muita explicação. Em algum lugar deste tempo, procuro um refúgio onde ficar e, contrito, imergir no mistério das horas, ao compasso dos sinos, ao pôr do sol. Lá, onde sejamos puros e felizes, pés descalços percorrendo a margem límpidaContinuar lendo “Refúgio”
Sou do mar
Sempre me encantei pelo Mar. Não apenas como espaço profissional, mas como elemento da natureza, imenso e belo. Algum tempo atrás publiquei na Revista Marítima Brasileira o artigo “800 anos de poesia do mar em língua portuguesa”, trazendo à baila desde as cantigas marinhas ou barcarolas, do século XII, na região do Entre Douro eContinuar lendo “Sou do mar”
Sonho dourado
Amigos: Vou contar um segredo: muitas vezes começo a compor uma redondilha e guardo entre os projetos. Há pouco peguei um antigo projeto e trabalhei a métrica dos versos – redondilha maior, portanto, versos de sete sílabas métricas – em estrofes de oito versos – octetos – cada uma das estrofes com as rimas A-B-A-B-A-B-A-B.Continuar lendo “Sonho dourado”
Pés descalços
Hoje, domingo, um poema mais alegre, pois, apesar de tudo, a vida continua!Pés descalços Para EdnaPés descalços, nus,no areal sem fim,mares tão azuis,pôr de sol carmim… Só nós dois ali,neste mundo aflito,rolando no espaçodo céu infinito… Crepúsculo cego que cai sobre o mar,e horizonte vasto,aberto, a chamar… Soltos pela vida,livres para amar,sem limite ou rumoa voar,Continuar lendo “Pés descalços”