Amigos: Recebemos, em casa, minha irmã Lucélia Azevedo, acompanhada do casal Emília Cristina Azevedo e Romulo Eduardo Menezes, filha e genro, para visitar nossa mãe e avó Diluzinha, 97 anos, sob nossos cuidados. Conversando com Rômulo, apresentei-lhe cinco sonetos da nova safra, pedindo-lhe que escolhesse um dos cinco, para publicação, hoje. Abaixo transcrevo o soneto escolhido: Certa MulherContinuar lendo “Certa mulher”
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Melhor vinho
Melhor Vinho À mulher amada Construir um caminho, nossa meta, Tendo sempre o destino por um fio, Coragem de vencer calor e frio, Atitude de luta, alma inquieta. É gosto de lançar, como uma seta, O coração ardente, em desafio, Valoroso e tenaz, cheio de brio, À vida que nos chama e nos afeta. PorContinuar lendo “Melhor vinho”
Sábado, o Dia da Criação
Sábado, para alguns de nós, é o verdadeiro Dia da Poesia. Por isso, relembro aqui três poemas. O primeiro, “O dia da criação”, de Vinicius de Moraes, também conhecido como “Porque hoje é sábado”. O segundo, “A las cinco de la tarde”, de Federico García Lorca, pela semelhança rítmica com o primeiro, em seus versos-mantras:Continuar lendo “Sábado, o Dia da Criação”
Pergunta a uma jovem mulher
Um dia fui poeta. Eu era jovem, tinha força nas mãos para escrever, sentimentos no coração ainda em flor. Me lembro das manhãs cheias de luz, das tardes febris e das noites encantadas daquele tempo. Mais que isso, me recordo do amor que sentia pela vida, da esperança que brotava em minha alma como umaContinuar lendo “Pergunta a uma jovem mulher”
Grão de mostarda
Grão de Mostarda “O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce é a maior das hortaliças e torna-se árvore, a tal ponto que as aves do céu se abrigam nos seus ramos” (Mateus 13,Continuar lendo “Grão de mostarda”
Os Barcos de Mampituba
Os barcos de Mampituba de brancas velas austrais, cantavam canções ligeiras, no embalo dos meus terrais… E as noturnas cicatrizes das lembranças cordiais varriam minhas tristezas, afastando-as mais e mais… Os barcos de Mampituba, entre os rios do meu cais, navegavam cercanias dos meus voos marginais… Povoavam muitas milhas de saudades ancestrais, matando-me a almaContinuar lendo “Os Barcos de Mampituba”
Poemas amazônicos
Poemas amazônicos (atendendo a pedido) Na verdade, os Poenautas chamamos estas composições de “fotopoemas”. Trata-se de poemas compostos a partir de fotografias enviadas por outros amigos do grupo. As duas fotos que propiciaram os sonetos abaixo foram enviadas por Daltro Oliveira. Há vários outros fotopoemas, que poderão ser postados, de acordo com a receptividade, aqui, neste espaço.Continuar lendo “Poemas amazônicos”
Os Anônimos da Margem do Amazonas
Amigos: Domingos Nogueira, dia 24 de março, isto é, anteontem, perguntou se eu tinha algum poema escrito sobre a Amazônia. Na ocasião respondi que sim, mas que somente publicaria quando encontrasse uma determinada foto, que me foi enviada pelo Daltro Oliveira, numa das trocas de mensagens dos Poenautas, e que me propiciou escrever o soneto “Os AnônimosContinuar lendo “Os Anônimos da Margem do Amazonas”
O pássaro e a menina
Feito ontem à tarde: Resposta a um poema recebido ontem, de alguém, de pseudônimo “Flores”. Eis o poema que recebi: “Existem pessoas que nos inspiram… Outras que nos fazem bem… E aquelas que, simplesmente sem pedir licença, tocam a nossa alma.” Eis minha resposta, um soneto: O pássaro e a menina Toquei tua alma semContinuar lendo “O pássaro e a menina”
Filho do Mar
À mulher amada Filho do mar eu sou. Navego anseios Deste infinito azul que me devora, Nas ondas tremulantes deste agora, Em que mergulho inteiro nos teus seios. Vadio de oceanos, meus e alheios, Cansei-me de chegar e de ir-me embora, A partilhar destinos, mundo afora, Num batel de ilusões, sem mais esteios. E digoContinuar lendo “Filho do Mar”