Os barcos da minha terra Os barcos da minha terra de brancas velas austrais, cantavam canções ligeiras, no embalo dos meus terrais… E as noturnas cicatrizes das lembranças cordiais varriam minhas tristezas, afastando-as mais e mais… Os barcos da minha terra, entre os rios do meu cais, navegavam cercanias dos meus voos marginais…Continuar lendo “Os barcos da minha terra”
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Eu te ofereço
Eu te ofereço a dor dos naufrágios sem poesia, a dor dos homens que se debateram inutilmente na longa noite do mar. Eu te ofereço o mistério desses barcos que se perderam na fúria das arrebentações, no passar dos furacões, e adormeceram insepultos no fundo dos oceanos. Eu te ofereço o derradeiro grito dos marinheirosContinuar lendo “Eu te ofereço”
Tempestade acalmada
Hoje, transcrevo meu soneto que recorda Quem, na Verdade, acalma as tempestades. Tempestade acalmada Mestre, não te importa que pereçamos? Mc 4,38. E aqui estamos nós, na imensidade, Sob a força do vento, em agonia, De sofrimento e morte, em pleno dia Açoitados de mar, de tempestade… Não te importa ficarmos sem vontade, Perdidos noContinuar lendo “Tempestade acalmada”
Busca
“O Mar não guarda os vestígios das quilhas que o atravessaram. Cada marinheiro tem a ilusão cordial do Descobrimento”. (Luís da Câmara Cascudo, no Prefácio do meu livro “O Mar e Outras Descobertas”, editora José Augusto, 1968). Procuro a palavra que me descreva este profundo, lúcido e desperto atlântico-sulíssimo, em tom de azul. Meço oContinuar lendo “Busca”
Olhar luminoso
Se eu tivesse o estro dos grandes poetas, de suas vozes que ecoam ainda na amplidão em espaços de alma, como explosões de estrelas, atravessando o universo, em caminhos de sonho… Se eu tivesse a voz afinada dos magníficos cantores, harmoniosas como o canto de pássaros no abismo, em infinitos ecos que incessantemente se repetem,Continuar lendo “Olhar luminoso”
O Amor que se revela
O amor que se revela No coração do Pai canta o Amor. Com Ele estão o Verbo, gerado, não criado, e o Espírito que sopra sobre as águas. É o Amor primordial, Trinitário, que nos criou do nada. E que nos fez casal, homem-mulher, fecundos e multiplicantes. E o Pai nos deu, deContinuar lendo “O Amor que se revela”
Segno di Eternità
Questo pomeriggio, ero con il mio amico, fratello Lucimar Luciano de Oliveira, un buon poeta. Ho fatto una versione italiana di una delle sue poesie che aveva portato a casa mia. Penso che abbiamo un buon risultato. Vedi! SEGNO DI ETERNITÀ Da tempo, si è esplorata la bellezza del mare, Ma io mi tuffo nel suoContinuar lendo “Segno di Eternità”
Caminhos
Depois de muito tempo sem publicar, eis um novo poema, que acabo de produzir, inspirado pela viagem de minha amada Edna, a São Paulo, para um compromisso de família. Na verdade, havia um antigo projeto de poema, que serviu de base para a elaboração deste. Mas a emoção da distância e da saudade promoveu umaContinuar lendo “Caminhos”
Conveses rotos
Faço hoje uma releitura de um poema de paixão, que me é muito caro. Esse poema foi a minha parte na excelente composição de Roberto Lima de Souza, meu amigo, que acaba de ser gravada em CD, aqui em Natal, RN, junto a muitas outras criações do grande compositor, poeta, músico e, a partir deContinuar lendo “Conveses rotos”
Velho navio
Homenagem ao glorioso Navio-escola e Navio Oceanográfico “Almirante Saldanha”: Velho navio Velho navio, cisne branco em ventre azul das águas límpidas do sul. Quantas vezes partiste, rasgando o dorso dessas águas, rútilo velame de punhais que permanece incólume ao tempo e à morte. O grito do gajeiro fere, súbito, o teu silêncio ancestral. Na noiteContinuar lendo “Velho navio”