Os barcos da minha terra

Os barcos da minha terra   Os barcos da minha terra de brancas velas austrais, cantavam canções ligeiras, no embalo dos meus terrais… E as noturnas cicatrizes das lembranças cordiais varriam minhas tristezas, afastando-as mais e mais…   Os barcos da minha terra, entre os rios do meu cais, navegavam cercanias dos meus voos marginais…Continuar lendo “Os barcos da minha terra”

Tempestade acalmada

Hoje, transcrevo meu soneto que recorda Quem, na Verdade, acalma as tempestades. Tempestade acalmada Mestre, não te importa que pereçamos? Mc 4,38. E aqui estamos nós, na imensidade, Sob a força do vento, em agonia, De sofrimento e morte, em pleno dia Açoitados de mar, de tempestade… Não te importa ficarmos sem vontade, Perdidos noContinuar lendo “Tempestade acalmada”

Velho navio

Homenagem ao glorioso Navio-escola e Navio Oceanográfico “Almirante Saldanha”: Velho navio Velho navio, cisne branco em ventre azul das águas límpidas do sul. Quantas vezes partiste, rasgando o dorso dessas águas, rútilo velame de punhais que permanece incólume ao tempo e à morte. O grito do gajeiro fere, súbito, o teu silêncio ancestral. Na noiteContinuar lendo “Velho navio”