Pesca Milagrosa “– Caçar a rede, avante, a sotavento, Que a onda de través nos desafia, Entremos de lupada, à voz do guia, Sem perder a cadência um só momento!”. Assim ordena o Mestre, em seu talento De comandar o barco, co’ energia, Em meio à tempestade, ao fim do dia, No mar banzeiro eContinuar lendo “Pesca Milagrosa”
Arquivos do autor:frater12014
Segredo
Este poema, eu o tinha publicado algum tempo atrás, em minha página do Facebook, com alteração das estrofes, pois achei melhor, na ocasião, distribuir os versos em quartetos. Depois, refleti bem, estudei algumas composições da Mestra Cecília – como, por exemplo, a maravilhosa Canção de Alta Noite – e resolvi voltar à forma de dísticos.Continuar lendo “Segredo”
Lua linda
O poema de hoje é uma reverência a esta Lua que passeia no céu, encantando os enamorados pelo mundo: Lua Linda Debaixo dessa luz de lua linda,pensativas figuras passeavam,lúcidos olhos e sombrias almasperambulavam soltas pelo campo. Eram crianças, meninas e meninos,percorrendo jardins de fantasia,debaixo de sicômoros e sonhos,a contar as estrelas cintilando. Mergulhando no lagoContinuar lendo “Lua linda”
Gaivota
Gaivota (1979) Gaivota, quantos voos já deste? Que longos caminhos percorreste tu, que vens de tão longe, de céus que não conheço? Tuas asas te pesam, gaivota querida? Há sóis de ilhas desertas que guardaste em tuas penas? Tuas penas são pequenas? Quantos dias navegaste desde longe, dos atóis do norte? Que vieste buscar noContinuar lendo “Gaivota”
Homenagem a Drummond
Cecília – ah, a grande Cecília, que saudade de suas geniais criações poéticas! – foi quem disse: “Eu canto porque o instante existe / e a minha vida está completa. / Não sou alegre nem sou triste: / sou poeta.” E Drummond, num dos seus poemas mais citados, define muito bem: “Amar o perdido /Continuar lendo “Homenagem a Drummond”
Retorno
Retorno Deixei a casa que antes me abrigava, no cálido silêncio do passado, o branco dos lençóis, o verde dos jardins, o cheiro bom de café, em horas matinais… Deixei as sombras das gentis figuras penduradas no céu da minha infância, constelações e sonhos, estrelas e galáxias noites e dias, luas, madrugadas… Deixei os maresContinuar lendo “Retorno”
Matemática
Às vezes a inspiração chega subitamente. Já aconteceu comigo, quando escrevi o poema sobre Matemática. Eu servia na Escola Naval e comigo o saudoso Pinho, da Turma Quevedo, irmão do Sobrinho, este da minha turma. Pinho estudava Matemática na UFRJ. Estava produzindo um trabalho sobre o Teorema de Fermat e pediu-me que escrevesse um poema,Continuar lendo “Matemática”
Contraponto
Contraponto Não me atraiam os teus olhos, mas o que por trás deles se vê. Não me falem tuas palavras, mas os silêncios do teu ser. Não me excitem os traços do teu corpo, mas a tua inteira presença por si mesma, o peso da tua dor, o voo da tua alegria, a direção dosContinuar lendo “Contraponto”
Trilogia: o cais e a noite
Mais cedo, publiquei aqui dois poemas “gêmeos”, “Encontro” e “Reencontro”. Para hoje, escolhi uma trilogia. O tema é “o cais e a noite”. Os que viveram no mar conhecem muito bem esta dupla. “O Cais e a Noite”, “Cais da Noite” e “Cais de Noite Nua” são três poemas, que lhes apresento em sequência: 1 –Continuar lendo “Trilogia: o cais e a noite”
Poemas gêmeos: Encontro e Reencontro
Poemas gêmeos foi o título que pensei. Porque não gosto de separar estes dois, que hoje quero transcrever. Recebi conselho de só publicar um por dia, que mais de um pode cansar, que é necessário ler e reler para sentir, vivenciar. Mas hoje me perdoem: vão os dois. Encontro A poesia desta madrugada não pode virContinuar lendo “Poemas gêmeos: Encontro e Reencontro”