Conversa ao telefone

Uma crônica que escrevi no Rio, em 16 de janeiro de 2005: CONVERSA AO TELEFONE Pegou o telefone e discou: dois, cinco, cinco, nove, oito três três nove. Trimmmmmm… Trimmmmmm… Não atenderam. Desligou. Tocou de novo. Chamou seis, sete vezes. Quando ia desistir, ouviu a voz sonolenta do outro lado. – Alô… – Marinalva, Marinalva,Continuar lendo “Conversa ao telefone”

Tributo aos filhos

Tributo aos Filhos O grande poeta Carlos Drummond de Andrade sentenciou: “Não faça versos sobre acontecimentos”. Magister dixit: abaixo a poesia circunstancial. A isso estávamos condenados, mesmo que as peças do dia a dia, a casa, o trabalho, a rua, os vizinhos, a cidade, o mundo, fossem os únicos modelos disponíveis. Quando minha filha Liana,Continuar lendo “Tributo aos filhos”

Lembranças de menino 1

Lembranças de menino 1 Ficava pensando nas moças tomando banho no açude e não me incomodava que a água da moringa viesse de lá. O gosto da água fresca acendia minha imaginação. Mas quando recordava que os bodes subiam nas pedras da margem e jogavam bolinhas pretas dentro d’água ficava um pouco preocupado. Terminava concedendoContinuar lendo “Lembranças de menino 1”

Carpemus diem

O filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, do saudoso Robin Williams interpretando magistralmente o professor John Keating, nos trouxe a expressão “Carpe Diem” (Aproveite o seu dia!). Pois bem. Apresento a vocês este soneto, que fiz algum tempo atrás, para comemorar a visita em minha casa no Rio do estimadíssimo colega e amigo Antonio Carlos CunhaContinuar lendo “Carpemus diem”