Não deixarei que partas de mim tão de repente assim… Pensavas que eu te esquecia, que não queria saber de ti, que tudo estava acabado? Te enganavas. Não deixarei que o ar da noite me embriague a ponto de eu não sentir teu perfume de mulher, disposta a tudo perder por mim, a chorar asContinuar lendo “Não deixarei que partas”
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estrela triste
uma estrela triste existe em riste neste ocaso e foste o sol a luz te ungia templo em ti o tempo se esqueceu de passar e a estrela triste no ocaso ficou límpida grávida no universo perdida milenar Lucimar. Natal, 15 de julho de 2016. Imagens copiadas da Internet, em: caise.wordpress.com imprensaregional.cienciaviva.pt e http://www.geocities.com.
Tesouro
Um poema, para hoje. Tesouro Uma mulher é como um tesouro no fundo do mar. Descobri-la é descobri-lo. Os que vão fundo aos oceanos desse olhar hão de ficar buscando toda a vida, sem talvez encontrá-lo: muitas terão sido as trevas a escondê-lo, nas entranhas do silêncio abissal. Por isso, tu, mergulhador que o tocas,Continuar lendo “Tesouro”
Valentina
Minha neta Fernanda Nascimento espera, para breve, o nascimento de sua filha, Valentina. Estivemos juntos no Rio, mês passado, para que eu fosse apresentado a esse maravilhoso projeto de vida. Em homenagem a Valentina, minha bisneta, que chega dez anos depois do meu primeiro bisneto, Guilherme Rech, compus um pequeno poema, para saudá-la, em suaContinuar lendo “Valentina”
Conversa ao telefone
Uma crônica que escrevi no Rio, em 16 de janeiro de 2005: CONVERSA AO TELEFONE Pegou o telefone e discou: dois, cinco, cinco, nove, oito três três nove. Trimmmmmm… Trimmmmmm… Não atenderam. Desligou. Tocou de novo. Chamou seis, sete vezes. Quando ia desistir, ouviu a voz sonolenta do outro lado. – Alô… – Marinalva, Marinalva,Continuar lendo “Conversa ao telefone”
Tributo aos filhos
Tributo aos Filhos O grande poeta Carlos Drummond de Andrade sentenciou: “Não faça versos sobre acontecimentos”. Magister dixit: abaixo a poesia circunstancial. A isso estávamos condenados, mesmo que as peças do dia a dia, a casa, o trabalho, a rua, os vizinhos, a cidade, o mundo, fossem os únicos modelos disponíveis. Quando minha filha Liana,Continuar lendo “Tributo aos filhos”
Lembranças de menino 1
Lembranças de menino 1 Ficava pensando nas moças tomando banho no açude e não me incomodava que a água da moringa viesse de lá. O gosto da água fresca acendia minha imaginação. Mas quando recordava que os bodes subiam nas pedras da margem e jogavam bolinhas pretas dentro d’água ficava um pouco preocupado. Terminava concedendoContinuar lendo “Lembranças de menino 1”
Telhado de menino
Há coisa mais tocante, ao mesmo tempo triste e bonita, que a chuva no telhado? Telhado de menino Telhado meu, em musgo liquefeito, nas goteiras de dor do meu jardim, os teus rios de chuva, em cachoeira, descem loucos e fortes, sobre mim! Telhado meu, que me relembra a infância, das ilusões sem volta, aContinuar lendo “Telhado de menino”
Chuva fria
Desde que me entendo de gente, como dizia minha avó, escrevo, principalmente poesia. Mas apenas de um tempo para cá, não sei precisamente por que razão, passei a produzir sonetos. Na verdade, os primeiros, ainda com a Hildette, minha primeira amada esposa, viva, embora bastante enferma. Depois que ela partiu, continuei nessa linha. Um dosContinuar lendo “Chuva fria”
Carpemus diem
O filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, do saudoso Robin Williams interpretando magistralmente o professor John Keating, nos trouxe a expressão “Carpe Diem” (Aproveite o seu dia!). Pois bem. Apresento a vocês este soneto, que fiz algum tempo atrás, para comemorar a visita em minha casa no Rio do estimadíssimo colega e amigo Antonio Carlos CunhaContinuar lendo “Carpemus diem”