Na praia desses olhos desmaiei, Como um náufrago roto e fatigado, Das braçadas em fuga do passado, No mar da vida, inóspito e sem lei. Nas etapas vencidas, me cansei De buscar novos rumos, lado a lado Com arlequins e palhaços, mergulhado Num reino de ilusões, onde sou rei. Quero apenas o clima desta aldeiaContinuar lendo “Náufrago”
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Canção abençoada
Ainda hoje, na alma, escuto um canto Na voz de minha mãe, eu pequenino, Embalando-me no braço o corpo fino Que cobria do frio com seu manto. A canção era simples, de acalanto, Um solfejo bem terno, como um hino, Na escala musical, um som divino, Mas como um gesto humano, eu lembro tanto! EContinuar lendo “Canção abençoada”
Recomeço
Soneto de hoje: Recomeço Há nesta orquestração, no som do violino, Algo que me deslumbra, encanta e desafia, Como o raiar do Sol, ao vir de um novo dia, E fala ao coração, em êxtase divino. E quando, na alvorada, o cântico do sino Louva o céu infinito e a luz da estrela-guia, Recordo oContinuar lendo “Recomeço”
Arlequim
O soneto que publico hoje, em versos alexandrinos, é de alguns anos atrás, mas acabo de trabalhá-lo, mudando algumas rimas. Portanto, se alguém tiver lido a versão antiga, desconsidere-a. A que vale é essa. Arlequim Exercitar o Amor tornou-se uma agonia, Pois, de tanto fazê-lo o pão de minha mesa, Deixei-me seduzir por encanto eContinuar lendo “Arlequim”
O herói e a crise
Acho que esse meu poema, de algum tempo atrás, é bastante oportuno: O herói e a crise Homem rico, sensível, diligente, Considerado sempre como herói, Alto, bonito, pose de caubói, Comandava, na indústria, muita gente. “Um poço de virtudes”, certamente, Propalava-se dele, como sói Acontecer com aquele que constrói Um tal império, enfim, sem concorrente.Continuar lendo “O herói e a crise”
Novo Mundo
Um soneto de hoje. Nestes tempos difíceis, é preciso criar um Novo Mundo! Novo Mundo Que novos tempos esses, sem destino? Que tempos novos esses, que vivemos? Que certezas de amor ainda temos, Vivendo sós, num mundo em desatino? Que esperanças, que céus, que véu tão fino Esse que tolda tudo que queremos E impede-nos sonharContinuar lendo “Novo Mundo”
A morena de Santana
Por falar em redondilha, segue uma que escrevi, respondendo a desafio do meu amigo Daltro Ollveira, do grupo dos Poenautas. Ele remetera a fotografia de uma jovem mulher, natural de Santana (AP), cuja história de vida se assemelha à de muitas outras jovens, por esse Brasil afora. Transcrevo a redondilha, ilustrada por outra fotografia, destaContinuar lendo “A morena de Santana”
Os barcos da minha terra
Os barcos da minha terra, de brancas velas austrais, cantavam canções ligeiras no embalo dos meus terrais. E as noturnas cicatrizes das lembranças cordiais varriam minhas tristezas, afastando-as mais e mais. Os barcos da minha terra, entre os rios do meu cais, navegavam cercanias dos meus voos marginais. Povoavam muitas milhas de saudades ancestrais, matando-meContinuar lendo “Os barcos da minha terra”
maria
maria de lourdes oliveira, nascida no distante ano de 1917, em dezesseis de junho, segundo ela numa bela manhã de sol, como descreviam então seu velho pai, o agrimensor henrique, e sua costureira mãe, amélia. maria de muitas estórias e muitas lembranças, que me contava em conversas saudosas, daquele pai e daquela mãe, de candeeirosContinuar lendo “maria”
Pelo Dia Internacional da Mulher
Três anos atrás, nesta mesma data, compus o poema a seguir transcrito, para homenagear a Mulher, em seu Dia Internacional. Pelo Dia Internacional da Mulher Mulher, tu és a essência de todos os abismos, tu és a sombra de todas as árvores frutíferas, tu és o sol de todas as manhãs! Mulher, tu és oContinuar lendo “Pelo Dia Internacional da Mulher”