Amigos: Em faina de mudança, velhos papéis renascem. E descubro, entre caixas antigas, amareladas pela passagem dos anos, uma troca de mensagens entre mim e o estimado companheiro Alexandre Tagore, já falecido, quando ambos servíamos na Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar – a Secirm – em Brasília, DF. Tagore era escritorContinuar lendo “Saudade de alguma coisa”
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Pesca milagrosa
Hoje é o 5º Domingo do Tempo Comum e o Evangelho de Lucas (5, 1-11) narra o episódio da pesca milagrosa: Em certo momento, Jesus diz a Simão Pedro: “Avança mais para o fundo!” E, dirigindo-se também a Tiago e João, acrescenta: “Lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, trabalhamos a noite inteiraContinuar lendo “Pesca milagrosa”
Água murcha
O poema que transcrevo abaixo foi escrito no Rio de Janeiro, em maio de 2004, e dedicado à minha filha Ana, quando ela trabalhava com questões de meio ambiente: Água Murcha Uma paisagem mortal, que não aceito: A terra esturricada e empobrecida, Água murcha, cansada, já sem vida, Meu coração que geme, insatisfeito. Vejo umContinuar lendo “Água murcha”
Menino travesso
Acompanho minha mãe em sua viagem para o infinito. Vejo-a todo dia navegando no mar sem fim da vida de seus noventa e nove anos. Cabelos brancos ao vento, levanta ondas do passado de eu criança sem juízo subindo em árvores de quintais baldios, lambuzando os dedos de manga rosa, correndo pelas ruas menino comoContinuar lendo “Menino travesso”
Eu e você
Eu e você Sobre a mesa arrumada, o prato de arroz, o peixe à milanesa, os talheres postos. A taça de vinho branco, os guardanapos de papel. Em toda a casa, um arrepio de brisa, janelas semiabertas, tempo frio. Eu e você, e o tempo, e a vida que passou tão depressa! Lucimar. Natal, 25Continuar lendo “Eu e você”
Minha casa
Minha casa é meu lugar. Espaço onde fundeio, como o veleiro na enseada. Tem jeito de rede, de varanda, de brisa. Janelas abertas para o universo, por onde chega o céu e tudo o mais que ele contém. Por onde o sol se derrama, aos borbotões, em ouro derretido. E a lua nua amua oContinuar lendo “Minha casa”
Ribaçã
Nesta manhã um pouco sombria, em que me toca a saudade das paixões passadas, reproduzo abaixo um poema de anos atrás. “Ribaçã” é como chamamos, no Nordeste do Brasil, essa ave de arribação que, de tempos em tempos, nos abençoa com sua passagem migratória, para os ninhos do Norte ou do Sul. Sinto pousar emContinuar lendo “Ribaçã”
Homenagem a uma velha amiga
Ano passado, partiu para a Eternidade uma velha amiga, que conheci em Salvador, nos idos de 1966, ainda muito jovem, linda, fraterna e doce. Poucos dias antes de sua partida inesperada, eu tinha transcrito em minha página do Facebook um poema que a ela dedicara, naqueles tempos heroicos. Agora o reproduzo aqui, para lembrá-la, com aContinuar lendo “Homenagem a uma velha amiga”
Pequena homenagem aos mártires de 13 de novembro
Quero hoje cantar a Paris dos artistas de rua, do Quartier Latin, as noites do Sena ao luar. Quero hoje cantar a Paris dos boêmios, das esquinas e dos bulevares. com Edith Piaf e Yves Montand sob os céus de Paris. Bataclan, Petit Cambodge, Belle Equipe, Comptoir Voltaire! O sangue do 13 de novembro cantaContinuar lendo “Pequena homenagem aos mártires de 13 de novembro”
Futuro
Um poema, para refletir. Futuro Eis o futuro. Eis o mundo, com seus perigos. Eis a vida, que me foi dada e um dia será tirada. Quantos passos ainda terei que dar? Quantas dores, angústias, alegrias, ilusões e perdas? Importa apenas estar aqui. Importa apenas olhar pela janela e ver o céu e as nuvensContinuar lendo “Futuro”