Mais um poema, do meu próximo livro, “Mar em mim”, atualmente no prelo: Repouso Numa tarde como esta, há de haver poetas espalhados nas margens do tempo, pessoas debruçadas nas janelas dos edifícios espiando passar a vida, crianças brincando nas ruas, nos parques e nas praias. Numa tarde como esta, nos pátios dos mosteiros háContinuar lendo “Repouso”
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Feriado de poesia
Um poema de carnaval: Feriado de poesia Queria te dar a poesia de agora, mas ela mandou dizer que não vem, que saiu por aí, à toa na vida, pra buscar os motivos, os sons, os ritmos e rimas, a inspiração enfim… Queria te dar a poesia de hoje, mas a poesia de hoje meContinuar lendo “Feriado de poesia”
Lugar
Poema do meu livro “Mar em mim”, que está no prelo: Lugar Neste lugar ficará para sempre o peso de minha presença. Serei uma sombra no tempo desse passar do tempo, serei a véspera de estar aqui. Nesta rua, nesta casa, neste templo em silêncio, ficarei menino, ficarei desperto, no para-sempre, no ir-se andando dasContinuar lendo “Lugar”
Pé descalço
Este poema não está no livro, porque foi escrito agora. Tenho outro, no livro “Mar em mim”, que se chama “Pés descalços”. Este vai no singular. Pé descalço Para Edna Pé descalço, areia, da mulher que amo, passos de sereia, lúcido, proclamo: imagem bendita, doce amor e paz, nuvem que palpita, canto uma vez mais!Continuar lendo “Pé descalço”
Poesia do mar
Do meu próximo livro, no prelo, “Mar em mim”: Poesia do mar Eu trouxe a longínqua poesia do mar, na madrugada de minha tristeza. E em minha boca sinto o sal daquelas lágrimas. Meu vulto negro, na noite negra de negras saudades, tem um gesto infinito de amor das amuradas brancas, de distâncias brancas, noContinuar lendo “Poesia do mar”
Eu te ofereço
Um poema para hoje, tirado do meu próximo livro “Mar em mim”, já no prelo: Eu te ofereço Eu te ofereço a dor dos naufrágios sem poesia a dor dos homens que se debateram inutilmente na longa noite do mar. Eu te ofereço o mistério desses barcos que se perderam na fúria das rebentações noContinuar lendo “Eu te ofereço”
Estrela triste
Por que as estrelas, em geral, são tristes? Acho que sofrem de frio e solidão, No espaço infinito. Por isso, dedico-lhes, hoje, um poema, do meu próximo livro “Mar em mim”: Estrela triste Uma estrela triste existe em riste neste ocaso. E foste o Sol. a luz te ungia, templo: em ti o tempo seContinuar lendo “Estrela triste”
Capelinha silenciosa
Poema escrito na capela da Escola Naval, Ilha de Villegagnon, em algum dia de 1959 (aos meus 19 anos), dedicado ainda à Hildette, minha primeira esposa, falecida em 2007. Uma capelinha bizantina, com um ícone de Nossa Senhora por trás do altar. Capelinha silenciosa Sentei sozinho naquele banco pintado de verde. Os mesmos pássaros cantavam,Continuar lendo “Capelinha silenciosa”
Olhos de chuva
Transcrevo, abaixo, o poema que entreguei no primeiro encontro com a Hildette, minha saudosa primeira esposa, depois de eu ter-lhe proposto namorarmos. Este poema faz parte do meu próximo livro, “Mar-em-mim” (poemas de mar e de paixão): Olhos de chuva Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1959, primeiro encontro com Hildette Dói-me pensar emContinuar lendo “Olhos de chuva”
Primeiros versos
Amigos: Estou preparando a primeira versão de meu futuro livro de poemas. Eu o tinha denominado “Mar-em-mim”, mas alterei o título, provisoriamente, para “Poemas de Mar e de Paixão”. Já tenho a análise feita por meu grande amigo de marinha Ronald Guimaraes, à guisa de prefácio, e, no momento, os poemas estão sendo lidos pelaContinuar lendo “Primeiros versos”