Ainda anos 70, “minha fase de protesto”: Presunto na geladeira Não, não é preciso contestar mais nada, vamos todos contestar a contestação! Viva o samba, viva o mundo, viva tudo, viva eu. Não é preciso contestar mais nada, estamos felizes de participar da era da comunicação: o som de Gal, o som de Elis, oContinuar lendo “Presunto na geladeira”
Arquivos do autor:frater12014
Face de pedra
Adaptação e atualização de um poema de minha fase de protesto, dos idos de 1970: Face de pedra Na face de pedra da cidade, a face de um silêncio de sol, a face de mil faces da cidade. No mar da praia, o gesto, o desabrigo, não mais ternura, nunca mais o amigo, o sonho,Continuar lendo “Face de pedra”
Os bêbados
Hoje, uma alegoria sobre “os bêbados” (poema de meu próximo livro, de título provisório “Mar-em-mim”). Os bêbados Todos os bêbados estavam lúcidos na noite, porque todos os bêbados sabiam da verdade e se embebedavam de verdade na verdade. (No sangue das notícias havia um rastro de vida.) E se diziam, os bêbados, sorrindo, as coisasContinuar lendo “Os bêbados”
Poemas são como filhos
Poemas são como filhos Poemas são como filhos, não se põem no lixo. Poemas são como anseios, dores, cantos, não se calam. Poemas são como o sol, a lua e as estrelas, permanecem, para sempre. Os poemas que eu não quis, nunca vou esquecê-los. A carta que eu rasguei, era a que mais me tocava.Continuar lendo “Poemas são como filhos”
Poemeto para Edna
Poemeto para Edna O coração explode de emoção, na contramão do meu destino. E canta um hino ao pôr do sol neste arrebol da minha vida. Vou misturar meu vinho com cachaça, achando graça dessa loucura. E sair com você pelas esquinas fazendo rimas pra viver. Vamos sair por aí, por essas ruas, loucamente, desesperadamenteContinuar lendo “Poemeto para Edna”
Saudação a 2015
Um soneto para o ano que está começando: Saudação a 2015 Saúdo o ano novo que anuncia, Novos passos de vida, nova história, Esta manhã de sol, de luz, de glória Um prenúncio de paz e de alegria! Mensageiro que chega, neste dia, Iluminando espaços da memória, E quer aqui deixar dedicatória Neste momento bom,Continuar lendo “Saudação a 2015”
Nova messe
Chegou o último dia de 2014. Para marcar esta data, publico o soneto de hoje: Nova messe Em fogos de artifício, na amplidão, Findou-se um ano mais, e desta vez Eu sinto que fugiu, com suas leis, O tempo, entre meus dedos, sem razão… Entre bolhas de espuma, de sabão, Partem meus sonhos, neste fimContinuar lendo “Nova messe”
Não é um dia qualquer
Na contagem regressiva deste fim de ano, um desejo, uma emoção, uma prece! Não é um dia qualquer Não, não é um dia qualquer, um desses dias comuns, sem graça alguma. Se olho pela janela do nosso quarto, não vejo só essas nuvens brancas, e o céu azul, prenunciando bom tempo. E se escuto oContinuar lendo “Não é um dia qualquer”
Brava espia
Estamos nos últimos dias de 2014. Hoje, 28/12, quero homenagear os homens do mar. Não apenas no seu trabalho duro, enfrentando a intempérie, a distância, a saudade de casa. Mas também no seu repouso sagrado. Para isso, publico o soneto “Brava Espia”, escrito para o grupo dos Poenautas, a partir de uma fotografia enviada peloContinuar lendo “Brava espia”
Velho lobo, velho barco
Quando o comandante Antônio Carlos de Oliveira e Silva faleceu, há alguns anos, dediquei-lhe o soneto abaixo. Hoje, neste final de ano, publico-o nesta página, para lembrar o velho amigo, acima de tudo marinheiro: Velho lobo, velho barco Velho lobo do mar, bem navegado, Na pernada final do seu destino, Partiu sozinho, intenso, peregrino, PeloContinuar lendo “Velho lobo, velho barco”