Presunto na geladeira

Ainda anos 70, “minha fase de protesto”: Presunto na geladeira Não, não é preciso contestar mais nada, vamos todos contestar a contestação! Viva o samba, viva o mundo, viva tudo, viva eu. Não é preciso contestar mais nada, estamos felizes de participar da era da comunicação: o som de Gal, o som de Elis, oContinuar lendo “Presunto na geladeira”

Os bêbados

Hoje, uma alegoria sobre “os bêbados” (poema de meu próximo livro, de título provisório “Mar-em-mim”). Os bêbados Todos os bêbados estavam lúcidos na noite, porque todos os bêbados sabiam da verdade e se embebedavam de verdade na verdade. (No sangue das notícias havia um rastro de vida.) E se diziam, os bêbados, sorrindo, as coisasContinuar lendo “Os bêbados”

Velho lobo, velho barco

Quando o comandante Antônio Carlos de Oliveira e Silva faleceu, há alguns anos, dediquei-lhe o soneto abaixo. Hoje, neste final de ano, publico-o nesta página, para lembrar o velho amigo, acima de tudo marinheiro: Velho lobo, velho barco Velho lobo do mar, bem navegado, Na pernada final do seu destino, Partiu sozinho, intenso, peregrino, PeloContinuar lendo “Velho lobo, velho barco”