Jo 19,27b: “Eis tua mãe!” ‘Eles não têm mais vinho’ ─ ela dizia.‘Meu tempo não chegou’ ─ é o que ele informa,Mas, depois, água em vinho ele transformaComo um prévio sinal da Eucaristia. Mais tarde, ao pé da cruz, em agonia,É o martírio maior que toma forma,Jesus, falando à Mãe, define a norma,E apontandoContinuar lendo “Maria e Jesus”
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Mundo Agrário
Homenagem a meu irmão Lucílio, que hoje faz 76 anos! Mundo agrário Tinha de terminar a lavagem de roupa, na área que ficava atrás de casa. Concentrada no serviço, Lourdes levantava a camisa branca, ensopada, batia forte na rampa nervurada do tanque, esfregava. As mãos doídas, sentia escorregar nos dedos o sabão, raspavaContinuar lendo “Mundo Agrário”
Meridiano
Nos dias que antecederam o Dia Nacional da Poesia, em 2014, o grande poeta e compositor potiguar Roberto Lima de Souza, doutor em filosofia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, meu amigo, lançou um desafio no Facebook aos poetas da terra. O desafio seria responder ao poema por ele proposto, denominadoContinuar lendo “Meridiano”
Réplicas e tréplicas
Réplicas e Tréplicas Lucimar Luciano de Oliveira e Antonio Carlos Martins Sepulveda Definição de soneto: O soneto (do italiano sonetto, pequena canção ou, literalmente, pequeno som) é um poema de forma fixa, composto por quatro estrofes, as duas primeiras de quatro versos cada uma, os quartetos, e as duas últimas de três versos cada uma, os tercetos. A forma mais comum é aContinuar lendo “Réplicas e tréplicas”
Despedida de Natal
Amigos e amigas: Estou em dias de despedida desta cidade, Natal. Desta vez, aqui morei desde outubro de 2013, isto é, cinco anos e dois meses. Fiz novos amigos, construí novos sonhos, elaborei novos projetos. Mas é tempo de voltar ao ninho. Ao meu Rio de Janeiro, ao meu apartamento da Tijuca, às reuniões comContinuar lendo “Despedida de Natal”
Grão de mostarda
Amigos: Dentro de alguns dias estarei de volta ao Rio de Janeiro. Morei em Natal nos últimos cinco anos e dois meses, mas, contando as outras quatro ocasiões em que aqui fixei residência, tenho um total de 20 anos e sete meses em solo natalense. Desta última vez, convivi com muitas pessoas de alto nívelContinuar lendo “Grão de mostarda”
Poenautas
Amigos: Todos sabemos que a vida é breve. Mas, à medida que envelhecemos, cada vez mais nos convencemos disso. Neste ano de 2018, em que completei 78 anos, perdi mais alguns amigos diletos, que se juntaram, na Eternidade, a outros também amigos de coração. Nas linhas que seguem, transcrevo algumas mensagens que o nosso queridoContinuar lendo “Poenautas”
Os barcos da minha terra
Os barcos da minha terra Os barcos da minha terra de brancas velas austrais, cantavam canções ligeiras, no embalo dos meus terrais… E as noturnas cicatrizes das lembranças cordiais varriam minhas tristezas, afastando-as mais e mais… Os barcos da minha terra, entre os rios do meu cais, navegavam cercanias dos meus voos marginais…Continuar lendo “Os barcos da minha terra”
Eu te ofereço
Eu te ofereço a dor dos naufrágios sem poesia, a dor dos homens que se debateram inutilmente na longa noite do mar. Eu te ofereço o mistério desses barcos que se perderam na fúria das arrebentações, no passar dos furacões, e adormeceram insepultos no fundo dos oceanos. Eu te ofereço o derradeiro grito dos marinheirosContinuar lendo “Eu te ofereço”
Tempestade acalmada
Hoje, transcrevo meu soneto que recorda Quem, na Verdade, acalma as tempestades. Tempestade acalmada Mestre, não te importa que pereçamos? Mc 4,38. E aqui estamos nós, na imensidade, Sob a força do vento, em agonia, De sofrimento e morte, em pleno dia Açoitados de mar, de tempestade… Não te importa ficarmos sem vontade, Perdidos noContinuar lendo “Tempestade acalmada”