Hoje acordei com a lembrança de um belíssimo poema de Pablo Neruda, o Poema 18, da famosa coleção “Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada”. Vou transcrever, abaixo, o início de uma tradução livre desse poema, para nossa língua: “Aqui te amo. Nos obscuros pinheiros o vento desenlaça. A lua fosforece sobre as águasContinuar lendo “Noite de amor”
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Sangue de abismos
Um poema para hoje: Sangue de abismos contemplo tua força brotando em terra bruta, árvore-mulher, sangue de abismos, floresta de silêncios. contemplo tua beleza, nascendo como a fonte, rio-mulher, berço da existência, cachoeira de desejos. contemplo tua alegria, brilhando como o sol, luz-mulher, estrela, milagre da Vida. mulher, companheira, ombro a ombro comigo, em meuContinuar lendo “Sangue de abismos”
No meu navio
Só quem serviu à Marinha de Guerra ou Mercante – ou a qualquer outra instituição que exija grande ausência de casa – sabe o que é esta ausência. Longe de casa, o marinheiro mergulha no trabalho, no convés ou na máquina, nas fainas comuns e especiais, no adestramento e na rotina. Mas, quando chega a noite,Continuar lendo “No meu navio”
Acróstico
Como ontem falei da Ana Padilha, quero lembrar a outra filha, também muito amada, uma artista de elevada sensibilidade, Liana Padilha. Abaixo transcrevo um acróstico que fiz para ambas. As letras iniciais dos versos falam: “Liana e Ana”: Linda onda, onda linda, imersa em sonho e desejo, anda o Mundo em noite infinda, navega esteContinuar lendo “Acróstico”
Laço perfeito
Entre meus filhos, quem mais tempo viveu em casa foi a Ana. Dessa extensa convivência, restou uma grande confiança mútua que, ainda hoje, me conforta em momentos difíceis. Costumo dizer que Ana é uma das minhas conselheiras preferidas. Quero lembrar, aqui, um poema que a ela dediquei, em sua infância. Laço perfeito Me orgulho deContinuar lendo “Laço perfeito”
Dores de parto
Hoje, uma reflexão sobre a miséria. Dores de parto Misericórdia, de belas palavras, Frases de pena e agonia vã, Misericórdia que, entre dois uísques, Enleva a alma altiva e cidadã, Misericórdia, analgesia cara, Da consciência que se diz cristã… Mas a verdade é outra, muito outra, E estamos longe, bem longe, do ideal: A verdadeContinuar lendo “Dores de parto”
Ser livre
Ser livre Ser livre. Sem algemas. Voar sobre os telhados Como o albatroz sobre as ondas. Ser menino vadio No vento solto da tarde, Peito aberto, mãos vazias. E adormecer sob as estrelas Sem medo, Disposto a sonhar E construir o mundo. Ser livre. Como um dia fomos todos nós, Antes de conhecer a tramaContinuar lendo “Ser livre”
Não deixarei que partas
Na data de hoje, 16 de outubro, meus pais Luciano e Lourdes celebraram seu casamento, há exatos 78 anos. Uniram-se pela primeira vez e assim permaneceram, unidos, até que um súbito infarto levou meu pai, na manhã de 23 de abril de 1983. Minha mãe, com 97 anos, permanece viva e mora conosco. Pensei emContinuar lendo “Não deixarei que partas”
Transcendência
Faz algum tempo, foi publicada na Internet a fotografia de um menino negro, em posição fetal, e, a certa distância, um abutre que parece aguardar sua morte. Alguém se referiu a esse tipo de pobreza extrema como se fosse “um câncer social” e comentou: “O câncer é a reprodução desordenada de células”. Refleti, então, sobreContinuar lendo “Transcendência”
Lua Linda
Meu sobrinho Luis Azevedo publicou esta noite uma fotografia, que chamou de “Lua Linda”. Como eu tenho um poema antigo, com esse título, resolvi publicá-lo aqui, em homenagem ao sobrinho, que é também meu afilhado de batismo e grande amigo: Lua Linda Debaixo dessa luz de lua linda, pensativas figuras passeavam, lúcidos olhos e sombriasContinuar lendo “Lua Linda”