Um poema escrito hoje: TEMPESTADE ACALMADA “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Mc 4,38). E aqui estamos nós, na imensidade, sob a força do vento, em agonia, de sofrimento e morte, em pleno dia açoitados de mar, de tempestade… Não te importa ficarmos sem vontade, perdidos no oceano, nesta via, sem retorno, sem rumo, semContinuar lendo “Tempestade acalmada”
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É de madrugada
Um poema, para esta madrugada:É de madrugadaÉ de madrugada. Ando pela rua. Os pés me doem, cheios de tristeza: o peso da vida, o peso do corpo, o peso da morte. É de madrugada. A rua está deserta. Não há lua no céu, nem estrelas. Somente o silêncio e o frio das sombras. Nada mais. É de madrugada. Quem sabe o sol venha cedo, quem sabe o dia nasçaContinuar lendo “É de madrugada”
Poema para um sábado
Poema de hoje:Poema para um sábadoÀ mulher amadaQuero te dizer coisas neste sábadoque sejam poesia aos teus ouvidos:mas serão somente tuas.Versos com os quais cobrirás teu corpoao dormirpalavras que encherão os espaços vaziosdo teu quarto.Quero te dizer coisas assimde todo estar perto confidentesilencioso mágico.Coisas com as quais adormeças, criançamulherno azul do teu sorriso. Quero teContinuar lendo “Poema para um sábado”
Noites e noites
O poema de hoje foi escrito em Brasília, DF, em 1987, quando eu lá servia. Ele foi dedicado, à época, a minha esposa Hildette, que faleceu em abril de 2007. Noites e noites Eu sei que estive aqui em outro tempo eram grandes as janelas e vasto o vento que batia as cortinas de açoitesContinuar lendo “Noites e noites”
Primeira noite
Poema de hoje:Primeira noiteFez-se a primeira noitecomo o primeiro cantode amor. Foi escurecendo em toda parte,lentamente,ao largo e na montanha. Os navios adormeceramno cais de luzes pálidas,pisca-piscando sonâmbulosde mar. Os barcos de pesca se recolheramcheios de sombra e solidãoàs enseadas calmasda noite fria. Euaquicochilominha ânsia noctívaga. Natal, 20 de maio de 2014.Lucimar. A imagem foiContinuar lendo “Primeira noite”
Homem diante do mar
Servi muitos anos à Marinha do Brasil, uma instituição de honra e trabalho. Entre tantas experiências, uma marcou minha alma de modo especial: a vida no mar. Já apresentei aqui alguns poemas de temática marinha, testemunhando tal impressão, profunda e indelével. Eis mais um desses poemas: Homem diante do mar O mar me fez calar: suaContinuar lendo “Homem diante do mar”
Você me tocou
Ainda um “poema de paixão”, para os que apreciam. Este vai dedicado à minha amada. Você me tocou Você me tocou. Agora me aguente. Você me chamou. Agora me escute. Você se revelou. Agora me deixe falar. Quero você. Não importa quando, não importa como, não importa nada: quero você, que-ro vo-cê. Será um diaContinuar lendo “Você me tocou”
Minha casa, meu cais
Para meus amigos, transcrevo hoje uma adaptação do poema que deu origem a meu primeiro livro de memórias, “Minha Casa, Meu Cais”, lançado aqui em Natal, em 1995, na Academia das Artes. Minha casa, meu cais Minha casa é meu lugar. Espaço onde fundeio, como o veleiro na enseada. Tem jeito de rede, de varanda,Continuar lendo “Minha casa, meu cais”
Família
Hoje, Dia das Mães, transcrevo um soneto que fala da Família. Elas são a Alma de todas as Famílias! Família Na família nasci e me fiz gente,Aprendi que a virtude vale a penaFormei um cabedal, botei em cenaO drama de viver e andar em frente. Não me faltou em casa a cama quenteNem o pãoContinuar lendo “Família”
Mãos de seda
Continuando com os poemas que escrevi para a Edna, segue outro soneto:Mãos de SedaSe conhecer-te foi presente à parteQue recebi de Deus, envaidecido,Muito mais premiado eu tenho sidoDesde que descobri como é amar-te. Não só tal conviver que a dor reparteNeste mundo sem pátria, sem partido,Mas também que me vejo consumido,Pois fazemos do amor banqueteContinuar lendo “Mãos de seda”