Tempestade acalmada

Um poema escrito hoje: TEMPESTADE ACALMADA “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Mc 4,38). E aqui estamos nós, na imensidade, sob a força do vento, em agonia, de sofrimento e morte, em pleno dia açoitados de mar, de tempestade… Não te importa ficarmos sem vontade, perdidos no oceano, nesta via, sem retorno, sem rumo, semContinuar lendo “Tempestade acalmada”

É de madrugada

Um poema, para esta madrugada:É de madrugadaÉ de madrugada. Ando pela rua. Os pés me doem, cheios de tristeza: o peso da vida, o peso do corpo, o peso da morte.  É de madrugada. A rua está deserta. Não há lua no céu, nem estrelas. Somente o silêncio e o frio das sombras. Nada mais.  É de madrugada. Quem sabe o sol venha cedo, quem sabe o dia nasçaContinuar lendo “É de madrugada”

Poema para um sábado

Poema de hoje:Poema para um sábadoÀ mulher amadaQuero te dizer coisas neste sábadoque sejam poesia aos teus ouvidos:mas serão somente tuas.Versos com os quais cobrirás teu corpoao dormirpalavras que encherão os espaços vaziosdo teu quarto.Quero te dizer coisas assimde todo estar perto confidentesilencioso mágico.Coisas com as quais adormeças, criançamulherno azul do teu sorriso. Quero teContinuar lendo “Poema para um sábado”

Primeira noite

Poema de hoje:Primeira noiteFez-se a primeira noitecomo o primeiro cantode amor. Foi escurecendo em toda parte,lentamente,ao largo e na montanha. Os navios adormeceramno cais de luzes pálidas,pisca-piscando sonâmbulosde mar. Os barcos de pesca se recolheramcheios de sombra e solidãoàs enseadas calmasda noite fria. Euaquicochilominha ânsia noctívaga. Natal, 20 de maio de 2014.Lucimar. A imagem foiContinuar lendo “Primeira noite”

Homem diante do mar

Servi muitos anos à Marinha do Brasil, uma instituição de honra e trabalho. Entre tantas experiências, uma marcou minha alma de modo especial: a vida no mar. Já apresentei aqui alguns poemas de temática marinha, testemunhando tal impressão, profunda e indelével. Eis mais um desses poemas: Homem diante do mar O mar me fez calar: suaContinuar lendo “Homem diante do mar”

Mãos de seda

Continuando com os poemas que escrevi para a Edna, segue outro soneto:Mãos de SedaSe conhecer-te foi presente à parteQue recebi de Deus, envaidecido,Muito mais premiado eu tenho sidoDesde que descobri como é amar-te. Não só tal conviver que a dor reparteNeste mundo sem pátria, sem partido,Mas também que me vejo consumido,Pois fazemos do amor banqueteContinuar lendo “Mãos de seda”