“O Mar não guarda os vestígios das quilhas que o atravessaram. Cada marinheiro tem a ilusão cordial do Descobrimento”. (Luís da Câmara Cascudo, no Prefácio do meu livro “O Mar e Outras Descobertas”, editora José Augusto, 1968). Procuro a palavra que me descreva este profundo, lúcido e desperto atlântico-sulíssimo, em tom de azul. Meço oContinuar lendo “Busca”
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Olhar luminoso
Se eu tivesse o estro dos grandes poetas, de suas vozes que ecoam ainda na amplidão em espaços de alma, como explosões de estrelas, atravessando o universo, em caminhos de sonho… Se eu tivesse a voz afinada dos magníficos cantores, harmoniosas como o canto de pássaros no abismo, em infinitos ecos que incessantemente se repetem,Continuar lendo “Olhar luminoso”
O Amor que se revela
O amor que se revela No coração do Pai canta o Amor. Com Ele estão o Verbo, gerado, não criado, e o Espírito que sopra sobre as águas. É o Amor primordial, Trinitário, que nos criou do nada. E que nos fez casal, homem-mulher, fecundos e multiplicantes. E o Pai nos deu, deContinuar lendo “O Amor que se revela”
Segno di Eternità
Questo pomeriggio, ero con il mio amico, fratello Lucimar Luciano de Oliveira, un buon poeta. Ho fatto una versione italiana di una delle sue poesie che aveva portato a casa mia. Penso che abbiamo un buon risultato. Vedi! SEGNO DI ETERNITÀ Da tempo, si è esplorata la bellezza del mare, Ma io mi tuffo nel suoContinuar lendo “Segno di Eternità”
Caminhos
Depois de muito tempo sem publicar, eis um novo poema, que acabo de produzir, inspirado pela viagem de minha amada Edna, a São Paulo, para um compromisso de família. Na verdade, havia um antigo projeto de poema, que serviu de base para a elaboração deste. Mas a emoção da distância e da saudade promoveu umaContinuar lendo “Caminhos”
Conveses rotos
Faço hoje uma releitura de um poema de paixão, que me é muito caro. Esse poema foi a minha parte na excelente composição de Roberto Lima de Souza, meu amigo, que acaba de ser gravada em CD, aqui em Natal, RN, junto a muitas outras criações do grande compositor, poeta, músico e, a partir deContinuar lendo “Conveses rotos”
Velho navio
Homenagem ao glorioso Navio-escola e Navio Oceanográfico “Almirante Saldanha”: Velho navio Velho navio, cisne branco em ventre azul das águas límpidas do sul. Quantas vezes partiste, rasgando o dorso dessas águas, rútilo velame de punhais que permanece incólume ao tempo e à morte. O grito do gajeiro fere, súbito, o teu silêncio ancestral. Na noiteContinuar lendo “Velho navio”
Não deixarei que partas
Não deixarei que partas de mim tão de repente assim… Pensavas que eu te esquecia, que não queria saber de ti, que tudo estava acabado? Te enganavas. Não deixarei que o ar da noite me embriague a ponto de eu não sentir teu perfume de mulher, disposta a tudo perder por mim, a chorar asContinuar lendo “Não deixarei que partas”
estrela triste
uma estrela triste existe em riste neste ocaso e foste o sol a luz te ungia templo em ti o tempo se esqueceu de passar e a estrela triste no ocaso ficou límpida grávida no universo perdida milenar Lucimar. Natal, 15 de julho de 2016. Imagens copiadas da Internet, em: caise.wordpress.com imprensaregional.cienciaviva.pt e http://www.geocities.com.
Tesouro
Um poema, para hoje. Tesouro Uma mulher é como um tesouro no fundo do mar. Descobri-la é descobri-lo. Os que vão fundo aos oceanos desse olhar hão de ficar buscando toda a vida, sem talvez encontrá-lo: muitas terão sido as trevas a escondê-lo, nas entranhas do silêncio abissal. Por isso, tu, mergulhador que o tocas,Continuar lendo “Tesouro”