Minha neta Fernanda Nascimento espera, para breve, o nascimento de sua filha, Valentina. Estivemos juntos no Rio, mês passado, para que eu fosse apresentado a esse maravilhoso projeto de vida. Em homenagem a Valentina, minha bisneta, que chega dez anos depois do meu primeiro bisneto, Guilherme Rech, compus um pequeno poema, para saudá-la, em suaContinuar lendo “Valentina”
Arquivos da categoria: Uncategorized
Conversa ao telefone
Uma crônica que escrevi no Rio, em 16 de janeiro de 2005: CONVERSA AO TELEFONE Pegou o telefone e discou: dois, cinco, cinco, nove, oito três três nove. Trimmmmmm… Trimmmmmm… Não atenderam. Desligou. Tocou de novo. Chamou seis, sete vezes. Quando ia desistir, ouviu a voz sonolenta do outro lado. – Alô… – Marinalva, Marinalva,Continuar lendo “Conversa ao telefone”
Tributo aos filhos
Tributo aos Filhos O grande poeta Carlos Drummond de Andrade sentenciou: “Não faça versos sobre acontecimentos”. Magister dixit: abaixo a poesia circunstancial. A isso estávamos condenados, mesmo que as peças do dia a dia, a casa, o trabalho, a rua, os vizinhos, a cidade, o mundo, fossem os únicos modelos disponíveis. Quando minha filha Liana,Continuar lendo “Tributo aos filhos”
Lembranças de menino 1
Lembranças de menino 1 Ficava pensando nas moças tomando banho no açude e não me incomodava que a água da moringa viesse de lá. O gosto da água fresca acendia minha imaginação. Mas quando recordava que os bodes subiam nas pedras da margem e jogavam bolinhas pretas dentro d’água ficava um pouco preocupado. Terminava concedendoContinuar lendo “Lembranças de menino 1”
Telhado de menino
Há coisa mais tocante, ao mesmo tempo triste e bonita, que a chuva no telhado? Telhado de menino Telhado meu, em musgo liquefeito, nas goteiras de dor do meu jardim, os teus rios de chuva, em cachoeira, descem loucos e fortes, sobre mim! Telhado meu, que me relembra a infância, das ilusões sem volta, aContinuar lendo “Telhado de menino”
Chuva fria
Desde que me entendo de gente, como dizia minha avó, escrevo, principalmente poesia. Mas apenas de um tempo para cá, não sei precisamente por que razão, passei a produzir sonetos. Na verdade, os primeiros, ainda com a Hildette, minha primeira amada esposa, viva, embora bastante enferma. Depois que ela partiu, continuei nessa linha. Um dosContinuar lendo “Chuva fria”
Carpemus diem
O filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, do saudoso Robin Williams interpretando magistralmente o professor John Keating, nos trouxe a expressão “Carpe Diem” (Aproveite o seu dia!). Pois bem. Apresento a vocês este soneto, que fiz algum tempo atrás, para comemorar a visita em minha casa no Rio do estimadíssimo colega e amigo Antonio Carlos CunhaContinuar lendo “Carpemus diem”
Náufrago
Na praia desses olhos desmaiei, Como um náufrago roto e fatigado, Das braçadas em fuga do passado, No mar da vida, inóspito e sem lei. Nas etapas vencidas, me cansei De buscar novos rumos, lado a lado Com arlequins e palhaços, mergulhado Num reino de ilusões, onde sou rei. Quero apenas o clima desta aldeiaContinuar lendo “Náufrago”
Canção abençoada
Ainda hoje, na alma, escuto um canto Na voz de minha mãe, eu pequenino, Embalando-me no braço o corpo fino Que cobria do frio com seu manto. A canção era simples, de acalanto, Um solfejo bem terno, como um hino, Na escala musical, um som divino, Mas como um gesto humano, eu lembro tanto! EContinuar lendo “Canção abençoada”
Recomeço
Soneto de hoje: Recomeço Há nesta orquestração, no som do violino, Algo que me deslumbra, encanta e desafia, Como o raiar do Sol, ao vir de um novo dia, E fala ao coração, em êxtase divino. E quando, na alvorada, o cântico do sino Louva o céu infinito e a luz da estrela-guia, Recordo oContinuar lendo “Recomeço”