O soneto que publico hoje, em versos alexandrinos, é de alguns anos atrás, mas acabo de trabalhá-lo, mudando algumas rimas. Portanto, se alguém tiver lido a versão antiga, desconsidere-a. A que vale é essa. Arlequim Exercitar o Amor tornou-se uma agonia, Pois, de tanto fazê-lo o pão de minha mesa, Deixei-me seduzir por encanto eContinuar lendo “Arlequim”
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O herói e a crise
Acho que esse meu poema, de algum tempo atrás, é bastante oportuno: O herói e a crise Homem rico, sensível, diligente, Considerado sempre como herói, Alto, bonito, pose de caubói, Comandava, na indústria, muita gente. “Um poço de virtudes”, certamente, Propalava-se dele, como sói Acontecer com aquele que constrói Um tal império, enfim, sem concorrente.Continuar lendo “O herói e a crise”
Novo Mundo
Um soneto de hoje. Nestes tempos difíceis, é preciso criar um Novo Mundo! Novo Mundo Que novos tempos esses, sem destino? Que tempos novos esses, que vivemos? Que certezas de amor ainda temos, Vivendo sós, num mundo em desatino? Que esperanças, que céus, que véu tão fino Esse que tolda tudo que queremos E impede-nos sonharContinuar lendo “Novo Mundo”
A morena de Santana
Por falar em redondilha, segue uma que escrevi, respondendo a desafio do meu amigo Daltro Ollveira, do grupo dos Poenautas. Ele remetera a fotografia de uma jovem mulher, natural de Santana (AP), cuja história de vida se assemelha à de muitas outras jovens, por esse Brasil afora. Transcrevo a redondilha, ilustrada por outra fotografia, destaContinuar lendo “A morena de Santana”
Os barcos da minha terra
Os barcos da minha terra, de brancas velas austrais, cantavam canções ligeiras no embalo dos meus terrais. E as noturnas cicatrizes das lembranças cordiais varriam minhas tristezas, afastando-as mais e mais. Os barcos da minha terra, entre os rios do meu cais, navegavam cercanias dos meus voos marginais. Povoavam muitas milhas de saudades ancestrais, matando-meContinuar lendo “Os barcos da minha terra”
maria
maria de lourdes oliveira, nascida no distante ano de 1917, em dezesseis de junho, segundo ela numa bela manhã de sol, como descreviam então seu velho pai, o agrimensor henrique, e sua costureira mãe, amélia. maria de muitas estórias e muitas lembranças, que me contava em conversas saudosas, daquele pai e daquela mãe, de candeeirosContinuar lendo “maria”
Pelo Dia Internacional da Mulher
Três anos atrás, nesta mesma data, compus o poema a seguir transcrito, para homenagear a Mulher, em seu Dia Internacional. Pelo Dia Internacional da Mulher Mulher, tu és a essência de todos os abismos, tu és a sombra de todas as árvores frutíferas, tu és o sol de todas as manhãs! Mulher, tu és oContinuar lendo “Pelo Dia Internacional da Mulher”
Saudade de alguma coisa
Amigos: Em faina de mudança, velhos papéis renascem. E descubro, entre caixas antigas, amareladas pela passagem dos anos, uma troca de mensagens entre mim e o estimado companheiro Alexandre Tagore, já falecido, quando ambos servíamos na Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar – a Secirm – em Brasília, DF. Tagore era escritorContinuar lendo “Saudade de alguma coisa”
Pesca milagrosa
Hoje é o 5º Domingo do Tempo Comum e o Evangelho de Lucas (5, 1-11) narra o episódio da pesca milagrosa: Em certo momento, Jesus diz a Simão Pedro: “Avança mais para o fundo!” E, dirigindo-se também a Tiago e João, acrescenta: “Lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, trabalhamos a noite inteiraContinuar lendo “Pesca milagrosa”
Água murcha
O poema que transcrevo abaixo foi escrito no Rio de Janeiro, em maio de 2004, e dedicado à minha filha Ana, quando ela trabalhava com questões de meio ambiente: Água Murcha Uma paisagem mortal, que não aceito: A terra esturricada e empobrecida, Água murcha, cansada, já sem vida, Meu coração que geme, insatisfeito. Vejo umContinuar lendo “Água murcha”